Televisão • Home• Revista 26/2/2008
Novela
Beleza Pura
Trama da autora estreante Andrea Maltarolli é bem produzida, mas ainda não apresentou um grande enredo

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Carolina Ferraz (ao fundo), Edson Celulari e Christiane Torloni em cena

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TUDO EM BELEZA PURA é bacana: a direção, o elenco principal, a trilha sonora, os figurinos. Falta ritmo, e isso esconde a história da novela. Pelo que se sabe, a trama da estreante Andrea Maltarolli, com direção de Rogério Gomes, parece boa: responsável pela morte de cinco pessoas, um homem resolve levar adiante o projeto delas e, no meio do caminho, apaixona-se pela filha de uma das vítimas.

Mas isso tudo demora a acontecer, porque a apresentação dos personagens teve mais destaque do que as histórias. Guilherme (Edson Celulari) é um sedutor que só se importa com o trabalho. Joana (Regiane Alves) é determinada e bem-humorada. O casal promete ter química. Só promete, porque até agora nada aconteceu.

O núcleo de humor liderado por Ivete (Zezé Polessa) já é um dos destaques. A cabeleireira e ex-chacrete é uma daquelas figuras magnéticas que costumam chamar a atenção do público. Mas a surpresa é Norma, de Carolina Ferraz. A atriz deu suavidade à vilã, tornando-a uma personagem possível e não apenas uma bruxa perversa.

Outra coisa que chama a atenção, mas pelo lado negativo, é a edição. Em um dos capítulos, Luiza (Bianca Comparato) lembra seu encontro com Klaus (Rafael Cardoso) e foram incontáveis as vezes em que se alternavam cenas da menina pensando e do garoto andando de skate. A repetição de cenas é de um exagero irritante e mais uma prova de que falta ritmo à novela. (A.P.)