Cinema • Home• Revista 26/2/2008
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Sicko – SOS Saúde

Fotos: DIVULGAÇÃO
Michael Moore em ação: o alvo agora é o sistema de saúde americano

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O POLÊMICO documentarista Michael Moore aponta sua câmera para os planos de saúde dos EUA, onde o doente é visto apenas como uma fonte de lucros. O diretor leva a Cuba bombeiros que trabalharam nos escombros do World Trade Center e têm dificuldade para pagar o tratamento de doenças. Lá eles são recusados no moderno hospital da base militar americana de Guantânamo, que atende terroristas da Al-Qaeda. A técnica irônica lembra Tiros em Columbine, em que ele levou vítimas de tiros para devolver as balas (que estavam em seus corpos) ao supermercado que vendia munição.

Também impressiona o caso do americano que teve dois dedos da mão decepados e precisou escolher qual dos dois queria recuperar, pois só podia pagar um reimplante. Trata-se da face mais podre do capitalismo. As denúncias são graves, sempre temperadas com o habitual bom humor, mas é preciso ver os filmes de Moore com alguma reserva, já que ele é conhecido por distorcer dados a seu favor. Marcelo Lyra

Fotos: DIVULGAÇÃO
Marília Pêra e Marcos Caruso na caprichada comédia

Polaróides Urbanas
UM BONITO PLANO de abertura deixa claro que Polaróides Urbanas não é só uma comédia de verão. O primeiro filme de Miguel Falabella tem méritos por ser bem cuidado e por passar longe do estilo “televisão levada ao cinema”.

Claro que há piadas sobre a classe média, briga entre mulheres, homens musculosos e bobalhões. Mas isso é mais do estilo de Falabella do que imitação da tevê. No filme, as protagonistas são Magali (Marília Pêra), uma dona-de-casa cujo maior sonho é andar no novo carro do marido e que tem inveja da irmã gêmea, Magda; e Lise (Arlete Salles), uma atriz decadente que sofre de pânico.

Há piadas tolas e clichês, mas o diretor mistura estilos que vão da chanchada ao dramalhão sem que isso fique confuso. E ganha – muito – com o fato de o filme ser protagonizado por Marília e Arlete. Aina Pinto

Fotos: DIVULGAÇÃO
O personagem Jean-Marc Leblanc (Marc Labréche) vive no mundo dos sonhos

A Era da Inocência
O FILME
fecha a trilogia do diretor canadense Denys Arcand, iniciada em 1986 com O Declínio do Império Americano e seguida por Invasões Bárbaras (2003), que arrebatou o Oscar de melhor filme estrangeiro, além de ter sido sucesso de público e crítica.

Desta vez, conhecemos Jean-Marc Leblanc (Marc Labréche), ignorado pela esposa, empregado público que nada pode fazer além de ouvir reclamações dos que se sentam diante de sua mesa. Para lidar com essa rotina desesperançada, ele recorre ao mundo dos sonhos, onde imagina romances com atrizes de cinema, fama e sucesso nos mais diversos trabalhos. Cheio de aspectos simbólicos, A Era da Inocência, além de oferecer um humor de alta qualidade, traz uma crítica na medida certa à doente sociedade contemporânea. É uma película muito melhor do que a maioria que se vê por aí, mas pode dar uma sensação de anticlímax para quem adorou As Invasões Bárbaras. Marina Monzillo