Televisão • Home• Revista 26/2/2008
Minissérie
Queridos Amigos
História sensível é o maior mérito da nova produção da Globo

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Tarcísio Filho, Luiz Carlos Vasconcelos, Guilherme Weber e Débora Bloch: temas adultos

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Depois da excelente estréia, com apresentação de uma boa trama e referências históricas na medida certa, o segundo capítulo de Queridos Amigos pecou pela repetição. Os personagens se reuniram em uma sala e dali não saíram, enquanto discussões sobre mágoas do passado apareciam. A seqüência parecia até de um filme europeu dos anos 60, com a diferença que o cinema permite silêncios, coisa que a televisão ignora. Até a linda trilha sonora estava excessiva.

Mas foi só um susto. No dia seguinte, a trama escrita por Maria Adelaide Amaral e dirigida por Denise Saraceni voltou aos eixos. Agora, não mais com a exuberância da estréia, mas com uma história bem contada, bem dirigida e com bom elenco, que traz Dan Stulbach, Denise Fraga e Débora Bloch, entre outros.

Na história, amigos que viveram intensamente os anos 70 se reúnem dez anos depois, quando Léo (Dan Stulbach) descobre estar doente. A sensação dominante é de que eram muito melhores no passado, embora tragam desde aquela época alguns ressentimentos.

Chama a atenção o fato de a minissérie fugir dos temas adolescentes que atualmente são comuns nas produções de teledramaturgia. Ali, não há um jovem casal de atores como protagonistas com problemas juvenis. Os personagens são adultos, com problemas, desejos, incertezas comuns a pessoas dessa idade, vivendo uma história que se destaca pela sensibilidade, e este é o maior mérito da produção. Aina Pinto