Teatro • Home• Revista 26/2/2008
Musical
Clássico pop
Aída, de Elton John e Tim Rice, versão da ópera de Verdi, ganha montagem brasileira

Aina Pinto

Aída: versão brasileira tem mais drama

Há pouco mais de dez anos, a ópera Aída, de Giuseppe Verdi, foi montada em um estádio, em Brasília, para um público de 45 mil pessoas. No coro, estava o então iniciante Saulo Vasconcelos, hoje um dos principais nomes do teatro musical brasileiro. “Tenho um carinho especial por essa história”, diz o ator, em cartaz em Aída, mas desta vez na versão de Elton John e Tim Rice.

O musical pop é a adaptação da ópera sobre princesa núbia capturada como escrava por Radamés, o rei do Egito, e que acaba se apaixonando por ele. Na montagem brasileira, os papéis principais são divididos por Corina Sabbas e Andrea Marquee e Renato Herédia e Matheus Herriez. Saulo é o vilão Zozer. “Esse trabalho é um barato, porque é muito irônico. Meu personagem canta um plano completo de assassinato ao som de um reggae”, diverte-se Saulo.

O ator assistiu à montagem americana e aponta diferenças em relação à brasileira, além das letras em português para as partituras originais. “Os atores, lá, são muito técnicos e havia uma visão moderna demais. Radamés era muito Bon Jovi. Não dá para um cara que sai explorando o continente africano aparecer cantando todo fofinho. Aqui, há um pouco mais de drama”, explica.

Cultura Artística – r. Nestor Pestana, 196,
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