Livros • Home• Revista 26/2/2008
A tevê lançando moda
Entre Tramas, Rendas e Fuxicos (Globo, 400 págs., R$ 58) reúne depoimentos de figurinistas, fotos de personagens e croquis das produções da Rede Globo. Lá são confeccionadas, em média, 1.340 peças de roupas por mês. Além de mostrar a importância de roupas, maquiagem, penteados e acessórios para a caracterização de um personagem, a pesquisa também exemplifica como a tevê lançou e ainda lança moda

Aina Pinto

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MEMÓRIAS DE UM GIGOLÔ (1986)
Para a minissérie que se passava nos anos 20, o diretor Walter Avancini pediu à figurinista Beth Filipeck que mudasse completamente o visual de Bruna Lombardi. A atriz havia sido escalada para interpretar a prostituta Lu, mas seu tipo não combinava com o da personagem. A solução encontrada foi algo no estilo Louise Brooks. Beth conta no livro que Bruna chorou ao cortar e pintar os cabelos.

Fotos: DIVULGAÇÃO

DANCIN' DAYS
É o primeiro nome de novela que vem à cabeça quando o assunto é moda lançada pela televisão. Na novela de Gilberto Braga, exibida em 1978, as meias lurex usadas com sandália de salto pela personagem Júlia (Sônia Braga) viraram mania nacional. A figurinista Marília Carneiro lembra de ter lançado também a calça jeans com salto e blusa de seda. "O jeans era visto como coisa de garotona ou de pobre", conta ela, em depoimento para o livro.

VÉU DE NOIVA
A novela de Janete Clair, exibida em 1969, marcou uma nova fase na teledramaturgia e ficou conhecida como "novela-verdade". Foi a época em que as tramas passaram a ser mais próximas do cotidiano e a ter menos dramalhão. O figurino, assinado por Arlindo Rodrigues, refletiu isso. Andréia, personagem de Regina Duarte, em sua estréia na emissora, usava vestidos curtos e minissaias que estavam na moda à época.