Cinema • Home• Revista 19/2/2008
Juno
Sucesso do cinema independente, indicado a quatro Oscar, é doce sem ser piegas

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COMÉDIA

Fotos: DIVULGAÇÃO
Juno: gravidez na adolescência abordada de forma leve

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JUNO retoma uma arte que estava meio jogada para escanteio nos recentes filmes americanos: a do texto. A produção tem imagens e edição bacanas, mas os diálogos rápidos e inteligentes são sensacionais. O melhor é que eles são muito bem ditos pelo elenco, liderado por Ellen Page, indicada ao Oscar de melhor atriz pelo papel-título.

Juno é uma garota de 16 anos que fica grávida do menino mais improvável do colégio, o tímido Bleeker (Michael Cera). Morando com o pai e a madrasta, ela revela a gravidez a eles que, perplexos, perguntam- se se não teria sido melhor se a menina tivesse contado que usava drogas. E aí está uma das características de Juno: apesar de estar sempre na contramão, ela não faz o tipo garota-problema. Certa de que não tem maturidade para cuidar do bebê, resolve entregá-lo para adoção e, assim, conhece o casal formado pela obsessiva Vanessa (Jennifer Garner) e o inseguro Mark (Jason Bateman).

Juno é o independente que deu certo. Orçado em US$ 2,5 milhões (valor baixo até para alguns filmes brasileiros), recebeu outras três indicações ao Oscar: de direção para Jason Reitman (Obrigado por Fumar), de roteiro original para Diablo Cody (pseudônimo de Brooke Busey, uma exstripper que virou blogueira e publicou um livro sobre isso) e de melhor filme. Entre seus muitos méritos, o filme é doce sem ser piegas, engraçado sem ser óbvio, despretensioso sem ser rasteiro. Usa um tema comum, que facilmente levaria ao drama, e o torna leve, ágil e colorido. Aina Pinto