Música • Home• Revista 19/2/2008
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It Is Time for a Love Revolution
Lenny Kravitz prega paz e amor em disco de pegada roqueira e tom politizado

“ALL YOU NEED IS LOVE”, sentenciaram os Beatles nos anos 60, marcados pela contracultura e pela ideologia hippie. Quatro décadas depois, Lenny Kravitz prega paz e amor em seu oitavo álbum de estúdio, It Is Time for a Love Revolution. Gravado entre Estados Unidos, França e Bahamas, o disco tem pegada roqueira – perceptível logo na primeira das 14 músicas inéditas, “Love Revolution” – e tom politizado. A faixa “I Want to Go Home” foi escrita por Kravitz sob o ponto de vista de um soldado condenado a defender os EUA na luta contra o Iraque.

Fotos: DIVULGAÇÃO
Lenny Kravitz: primeiro álbum em três anos

Kravitz, que pilota todos os instrumentos e assina a produção do CD, optou por uma sonoridade de rock clássico. Ecos de Rolling Stones são ouvidos em “Bring It on”. Da mesma forma que o solo de guitarra feito pelo astro em “Will You Marry me” evoca Jimi Hendrix (o riff da faixa foi intencionalmente chupado de “Are You Gonna Go my Way”, um dos maiores hits de Kravitz). Há também referências aos anos 60 em letras como a de “Back in Vietnam”, que lembra a guerra que minou o prestígio político dos EUA em todo o mundo.

Como todo álbum de Kravitz, este não é um CD de rock no sentido ortodoxo do gênero. Há também funk, soul, blues e, claro, as baladas – para as quais o compositor tem demonstrado habilidade. “I Love the Rain” é hit em potencial nas FMs. Mas o tema mais pungente é “A Long and Sad Goodbye”, em que o cantor expia a dor de ver seu pai cair doente. No todo, este primeiro álbum de Kravitz em três anos não decepciona – embora esteja longe de causar qualquer revolução musical ou amorosa. Mauro Ferreira

Amy Winehouse

Amy Winehouse: mergulhada nas drogas e na música

Versão luxo
Edição turbinada do segundo CD da cantora chega no embalo de sua consagração no Grammy

Propagado via satélite de Londres, o choro de Amy Winehouse ao saber que ganhou o Grammy de Gravação do Ano com “Rehab” emocionou o mundo. As lágrimas da cantora britânica foram derramadas não somente pelo prêmio em si, mas porque sua vitória, em cinco das seis categorias a que concorria no Oscar da música, representa um estímulo para perseverar na luta que vem travando contra as drogas e o álcool. Incomodada, Natalie Cole questionou publicamente a consagração de Amy no 50º Grammy Awards (“Não creio que seu comportamento deva ser premiado, estou decepcionada”), mas o lançamento da Deluxe Edition do segundo álbum da artista inglesa, Back to Black, tira a razão de Cole: Amy está mergulhada em drogas e em álcool, mas também no melhor soul.

Lançada no Brasil no embalo da vitória da artista no Grammy, a edição dupla do álbum traz CD-bônus com gravações raras e inéditas. Inclui covers de Amy para “Cupid”, tema do repertório do cantor de soul Sam Cooke (1931 – 1964), e “Monkey Man”, música que batizou um álbum de Toots and the Maytals, ícone do reggae mais tradicional. Há ainda um registro ao vivo de “To Know Him Is to Love Him” e a versãodemo de “Love is a Losing Game”, entre outras gravações que ratificam o que todo mundo, exceto Natalie Cole, entendeu: Amy Winehouse foi premiada no Grammy por sua música viciante. (M.F.)