Cinema • Home• Revista 12/2/2008
Elizabeth: a Era do Ouro
Cate Blanchett hipnotiza diretor e espectadores com interpretação indicada ao Oscar

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Cate Blanchett e Clive Owen em cena: frustração amorosa

DRAMA
O CINEASTA Shekhar Kapur retoma a vida da rainha Elizabeth I da Inglaterra (1553-1603). No filme Elizabeth (1998), o diretor mostrou o início de seu reinado, quando ela enfrentou o ódio e a rejeição da igreja católica e de muitos conterrâneos pelo fato de ser protestante. Nove anos depois, a grande Cate Blanchett revive o papel, fazendo bom uso da passagem de tempo – mais uma vez, Kapur se embevece com a beleza única da atriz e a filma de forma esplendorosa.

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O novo grande inimigo da Rainha Virgem, que não se casou, é a Espanha, a nação mais poderosa da época por seu expansionismo em vias marítimas. Ela continua ouvindo os conselhos de sir Francis Walsingham (Geoffrey Rush, o único outro ator a estar presente nos dois filmes) e tem nova frustração amorosa – no lugar de Joseph Fiennes, entra Clive Owen como sir Walter Raleigh, navegador e saqueador nas horas vagas.

As duas maiores qualidades do primeiro filme repetem-se aqui: a interpretação hipnotizadora de Blanchett (indicada ao Oscar) e a direção de arte irrepreensível (indicação ao Oscar de figurino). Kapur não se esquiva de volta e meia posicionar suas câmeras no topo do castelo de Elizabeth, num olhar divino sobre a pequenez humana. O problema é que, de forma ainda mais evidente do que no longa anterior, Kapur mostra-se seduzido pela suntuosidade de seu filme e pelo carisma de Blanchett – ele é mais sincero na direção estética do que na dramática da obra. O resultado é um bolo de noiva com ingredientes de estirpe. Christian Petermann
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