Exposição • Home• Revista 6/2/2008
Tarsila Viajante
Clássicos do modernismo
Mostra na Pinacoteca de São Paulo tem as principais obras de Tarsila do Amaral, incluindo o "Abaporu"

Aina Pinto

Envie esta matéria para um amigo
“Abaporu”, feito por Tarsila em 1928, volta temporariamente ao Brasil “A Negra”, de 1924, tem influência cubista e é considerada uma das melhores obras da pintora

Tarsila do Amaral (1886- 1973) trabalhou na catalogação de obras da Pinacoteca de São Paulo em 1929, quando já era pintora conhecida e causava espanto com o seu estilo inovador. Um ano antes, ela havia feito o “Abaporu”. À época, a obra provocou discussões e críticas. No entanto, em 1995, tornou-se o quadro brasileiro mais valorizado, tendo sido vendido por US$ 1,3 milhão a um colecionador argentino. A tela está de volta ao Brasil temporariamente e integra a mostra Tarsila Viajante, em cartaz na mesma Pinacoteca onde ela trabalhou.

Leia também

Cinema
Exposição
Música
Livros
Teatro
Internet
Televisão
Gastronomia

Com consultoria de Aracy Amaral, esta é a primeira exposição da artista, já historicamente consagrada como um dos principais nomes do modernismo nacional, na Pinacoteca. Apenas na semana de 22 a 27 de janeiro, a mostra recebeu 15.471 visitantes, mais que o dobro da visitação normal do local.

Ao todo, são 36 pinturas e 100 desenhos (alguns inéditos), divididos em seis núcleos que mostram as viagens da artista pelo Brasil e pelo Exterior, além do seu processo de criação. As obras foram escolhidas durante a produção do catálogo Raisonné de Tarsila, a ser lançado este ano, quando se comemoram os 80 anos do Manifesto Antropofágico, de Oswald de Andrade, que foi casado com Tarsila e ganhou dela, naquele mesmo ano de 1928, o “Abaporu”.

Junto a esse clássico modernista, estão outros dois que merecem o mesmo título: “A Negra” e “Antropofagia”. “São quadros muito representativos da produção de Tarsila e do modernismo brasileiro. São ícones da cultura nacional. O público pode se ver nesses quadros, entender-se, conhecer-se”, diz a curadora Regina Teixeira de Barros.

Pinacoteca – Pça. da Luz, 2, São Paulo,
tel. (11) 3324-1000. Até 16/03.