Cinema • Home• Revista 29/1/2008
Paranoid Park
Gus Vant Sant faz espécie de nova versão de Juventude Transviada, com personalidade

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O adolescente Alex (Gabe Nevins) é um skatista que se envolve em um crime O adolescente Alex (Gabe Nevins) é um skatista que se envolve em um crime

DRAMA
O DIRETOR GUS VAN SANT é um desses raros nomes que merecem ser acompanhados filme a filme, e Paranoid Park apenas ratifica essa tese. O diretor retrata alguns dias na vida do adolescente Alex (o ótimo Gabe Nevins), um skatista desajustado que se aproxima de uma turma mais velha e se envolve em um crime.

Como em Elefante, Van Sant nos dá um registro intimista do cotidiano adolescente: o medo de se envolver com a namorada, a preferência pelos amigos, o desmoronamento da vida familiar... Elementos simples vão se somando para compor um amplo painel desse complexo universo.

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Há uma rebeldia latente entre os adolescentes, que parece meio sem propósito. Embora aparentemente não respeitem professores nem o Estado, representado pelo policial (freqüentemente satirizado pelos jovens), eles atendem prontamente aos chamados da diretoria, parando o que quer que estejam fazendo

Assustado com a encrenca em que se meteu, Alex sabe que precisa de ajuda, mas não tem a quem recorrer. O pai é tão desajustado quanto ele, a mãe não inspira confiança e o melhor amigo, menos ainda.

A montagem inteligente embaralha a ordem das coisas, refletindo o caos em que Alex se encontra, e Van Sant recorre a planos longos, permitindo uma boa ambientação. À medida que o roteiro avança, outras questões, como fatalidade e culpa, são colocadas. Um filme original e instigante, uma espécie de Juventude Transviada em nova versão, filmada com personalidade. Marcelo Lyra
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