Livros • Home• Revista 29/1/2008
Einstein - Sua vida, Seu universo
Inventor da famosa equação E=mc2 ganha um retrato à sua altura

Envie esta matéria para um amigo

BIOGRAFIA

ESTRELAS:

Albert Einstein: cartas são o ponto de partida do livro que investiga sua vida

Leia também

Cinema
Exposição
Música
Livros
Teatro
Internet
Televisão
Gastronomia

Não é preciso entender nem gostar de física para apreciar o trabalho do jornalista Walter Isaacson em Einstein – Sua Vida, Seu Universo (Cia. das Letras, 656 págs., R$ 64). O esforço didático é louvável, mas a análise da teoria da relatividade é ofuscada pela intimidade do físico alemão, cujos cabelos despenteados e os olhos vivos se tornaram ícone da ciência e da genialidade. A partir de cartas de Albert Einstein que estavam no espólio da enteada, divulgadas em 2006, Isaacson investiga como seu comportamento pessoal interligava-se ao pensamento político e científico. A personalidade não-conformista, o instinto rebelde e a aguda curiosidade ajudam a compreender a tenacidade com que se debruçou sobre as leis da natureza

O Nobel de Física de 1921 era um sujeito dócil, mas sem empatia. “A paciência que demonstrava ao lidar com problemas científicos equivalia à impaciência ao lidar com assuntos pessoais”, escreve Isaacson. Pacifista radical, Einstein abominava qualquer tipo de autoridade. Com a ascensão de Hitler e a Segunda Guerra, porém, acabou por se envolver, ainda que perifericamente, na produção da bomba atômica. Era religioso, mas não professava a fé judaica. “Acredito no Deus que se revela na harmonia bem-ordenada de tudo o que existe, e não em um Deus que se ocupe com o destino e as ações da humanidade”, disse. Quando morreu, aos 76 anos, em 1955, era uma celebridade e permanece o cientista mais popular da história. Suzana Uchôa Itiberê

 

Curiosidades sobre o gênio

• Violinista talentoso, era fascinado por Mozart.

• Adorava sopa de lentilha e salsicha.

• Não usava meias.

• Achava o xadrez um jogo muito violento.

• Sua risada, contagiante, tinha som de foca.

• Ao morrer, teve o cérebro extraído e preservado.