Teatro • Home• Revista 15/1/2008
MUSICAL
Beatles num Céu de Diamantes
Daniel Schenker Wajnberg

Beatles num Céu de Diamantes: montagem envolvente com músicas da banda

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DEPOIS DAS investidas em superproduções, Charles Möeller e Claudio Botelho retornam ao espetáculo de menor porte. Beatles num Céu de Diamantes foi construído com poucos elementos (mala, guarda-chuva, cadeira, papel picado, giz), sempre utilizados em cena de maneira expressiva. Uma prova de que o musical não depende de um grande aparato tecnológico.

Responsável pela direção, Möeller aproveita bem as possibilidades do teatro de arena, tanto no que diz respeito às dimensões restritas do palco quanto à evolução dos atores pelo espaço da platéia. Nessa montagem envolvente, as músicas dos Beatles surgem dispostas num roteiro estruturado como uma sucessão doce-amarga de ritos de passagem apresentados em ritmo muitas vezes suave, quase contemplativo.

No que se refere aos atores, a qualidade das vozes (em meio a um conjunto bastante satisfatório, cabe destacar as de Kakau Gomes, Marya Bravo e Christiano Gualda) se sobrepõe à presença cênica. Nesse sentido, os integrantes do elenco, apesar de comprometidos com o rigoroso acabamento técnico de seus trabalhos, ressentem-se de uma identidade de interpretação mais consistente.

Charles Möeller e Claudio Botelho extraem teatralidade de elementos simples em espetáculo

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