Cinema • Home• Revista 15/1/2008
Will Smith no Rio
O astro que mais arrecada hoje em Hollywood mostra bom humor e simpatia no lançamento de Eu sou a lenda no Brasil

TEXTO MARIANE MORISAWA

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KADU FERREIRA/ AG. NEWS
"Ela é luminosa", diz Will Smith sobre a atriz brasileira Alice Braga

Will Smith é um verdadeiro Midas do cinema. Seus últimos filmes foram uma comédia romântica (Hitch - Conselheiro Amoroso), um drama (À Procura da Felicidade) e, agora, um mix de suspense, ação, ficção científica e drama (Eu Sou a Lenda, que estréia na sexta 18). E todos foram sucessos de bilheteria, com números superiores a US$ 160 milhões só nos Estados Unidos. No longa, ele é Robert Neville, um cientista que é o único homem sobre a Terra.

O ator que mais arrecada hoje no cinema americano é todo simpatia, como demonstrou mais uma vez, em sua segunda passagem pelo Brasil, para divulgar sua produção mais recente, na qual contracena com a brasileira Alice Braga. Ao ser apresentado na coletiva de imprensa, no hotel Copacabana Palace, no Rio, na segunda 14, disse, em português mesmo: "Estou feliz por estar aqui". Fez tanta piada que o produtor e roteirista Akiva Goldsman caiu na gargalhada várias vezes. Nas entrevistas em mesa-redonda, após cumprimentar cada jornalista com um aperto de mão, ele mostrou bom humor.

Robert Neville
"Como ator, perguntava repetidamente o o que eu faria se fosse o único homem sobre a Terra. Cena após cena, a resposta continuava sendo que eu apenas choraria. Pensava: não sou o Will, sou o Robert Neville. Não sou tão macho quanto Robert Neville."

Alice Braga
"Ela me ensinou em português: um beijo! (ele faz bico e vira o rosto, como se fosse receber um beijo no rosto). Ela é luminosa, e esse foi o principal motivo de querê-la neste filme. E é perfeito para o filme, isso é o que o personagem tem de trazer, o conceito de iluminar a escuridão. E Alice é uma pessoa que ilumina a escuridão, todos os dias, não importa quão difícil seja. Tivemos uma agenda de filmagem bastante dura. Ela é bonita, divertida, engraçada... Houve, na verdade, uma cena que acabamos não usando, o começo de uma cena de amor. Não coube no filme, mas exigi que fizéssemos muito, só no caso de precisarmos! (risos)"

Ficção científica
"O que eu amo na ficção científica é que ela distrai o público dos conceitos, mensagens e idéias que artistas e diretores querem injetar no filme. Historicamente, a ficção científica sempre foi uma metáfora para outra coisa. Como contador de histórias, gosto da liberdade da ficção científica. Quando me sentei no cinema, aos 12 anos, na primeira vez que assisti a Star Wars, tive uma experiência espiritual. Na minha carreira inteira tenho buscado Star Wars. Quero fazer um filme em que as crianças de 12 anos sintam o que eu senti quando vi Star Wars."

Dificuldades
"Poucos dias atrás, eu estava dizendo que me sinto um atleta, um atleta no auge. A dificuldade de desenhar histórias e fazer filmes está maior, mas estou ficando melhor ao mesmo tempo. Nos tempos antigos, antes dessa era de efeitos especiais, o diretor podia fazer o filme todo sozinho. Hoje é um esporte de equipe. Acho que está mais difícil, mas a idéia de um time coloca menos pressão no indivíduo."

Fracasso
"Acho que inevitavelmente, se for ou não um fracasso, vocês vão dizer que é. A bilheteria da estréia de Eu Sou a Lenda foi a maior entre meus filmes. Estou bastante confortável com meu próximo trabalho. Mas eventualmente um deles não vai estrear com os mesmos números. Não importa quão grande a bilheteria for para aquele filme em particular, as manchetes vão ser: Will Smith não consegue manter seu recorde de bilheteria. Mas há histórias, idéias, conceitos sobre a vida que desejo comunicar e não importa se eu comunicá-los com recordes de bilheteria ou não... Tudo isso para dizer que sei que vou ter um fracasso, mas acho que vou ficar bem."

Administração Bush
"Estive com Nelson Mandela uma vez, e um repórter perguntou a ele sobre a política da África do Sul. Vou usar a resposta dele: Desculpe, tenho problemas de audição para perguntas difíceis. Desculpe, vou me recusar a mergulhar tão fundo na política. Se eu fosse presidente, haveria coisas que faria diferente. Mas como não tenho nenhuma vontade de ser presidente, eu faço filmes, então vou ficar onde pelo menos pareço inteligente."

O ator desembarca no Rio, no domingo 13 Na entrada do Copacabana Palace Will esbanja simpatia da varanda de sua suíte