Música • Home• Revista 8/1/2008
Semente
Imerso em repertório repetitivo, Armandinho se afoga entre clichês do pop reggae marítimo

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REGGAE

Armandinho faz reggae de uma nota só mesmo quando flerta com outros ritmos

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EM SEU QUARTO ÁLBUM, Semente, Armandinho pega novamente a onda do pop reggae, mas morre na praia.

O compositor gaúcho, que conseguiu projeção em 2006 com o hit "Desenho de Deus", mergulhou no sucesso popular e resolveu repetir à exaustão sua receita no novo disco, que traz 12 inéditas formatadas pelo galês Paul Ralphes, atualmente o produtor mais requisitado do pop nacional.

Armandinho se afunda em letras repletas de clichês sobre o binômio amor e mar. "Semente, semente, semente / Se não mente, fale a verdade / De que árvore você nasceu?", pergunta o cantor no pegajoso refrão da faixa-título. Pelo trocadilho infame, dá para ter uma idéia do teor das letras. E, melodicamente, tudo fica no mesmo raso nível.

Armandinho faz pop reggae para embalar luaus e rodinhas à beira-mar. O gênero está em alta, como prova a procura pelo maxi-single com cinco músicas do CD que a gravadora Universal Music comercializou na internet em dezembro, mas é mais um indício do achatamento do gosto musical do brasileiro nos últimos anos. Armadinho canta o reggae de uma nota só, mesmo quando flerta com outros ritmos, como o ijexá que molda parte de "Morena Nativa". Até o alto-astral de sua música já parece préconcebido para fazer o público entrar na onda. Mauro Ferreira