Música • Home• Revista 8/1/2008
Sambas de Enredo 2008
Padronização das gravações não leva em conta as particularidades de cada bateria, mas algumas escolas conseguem brilhar

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SAMBA

Beija-Flor, a atual campeã, este ano exalta Macapá

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DESDE 1999, quando as gravações deixaram de ser feitas no Teatro de Lona e passaram para o estúdio, o CD com os sambas-enredo das escolas cariocas perdeu um pouco de charme e ziriguidum. O Sambas de Enredo 2008 não foge à regra.

É impossível não torcer o nariz para a padronização do registros, que não leva em conta as características de cada bateria. Apesar deste modelo, algumas obras conseguem brilhar. "João e Marias", da Imperatriz Leopoldinense, é o melhor da safra.

Exaltando o Sebastianismo, a Mocidade Independente é outra que traz um belo samba, depois de amargar quase uma década de pouca inspiração. Unidos da Tijuca, com um curioso enredo sobre coleções; Beija-Flor, que exalta Macapá; e Unidos do Porto da Pedra, cantando o Japão, completam o time de destaques.

A Portela volta a insistir na linha politicamente correta em um samba de Diogo Nogueira e não chega a empolgar, mas não faz feio. O mesmo ocorre com o Salgueiro: se não é brilhante cantando o Rio de Janeiro, também não compromete o resultado.

O enredo da Mangueira, que optou por contar a história do frevo no ano em que poderia homenagear o centenário do fun- Armandinho faz reggae de uma nota só mesmo quando flerta com outros ritmos Beija-Flor, a atual campeã, este ano exalta Macapá dador da escola, Cartola, está bem abaixo de suas tradições. A Grande Rio, prejudicada pelo péssimo tema sobre o gás de Coari (AM), também não impressiona. Entre os sambas mais fracos do ano, estão o da Vila Isabel, "Trabalhadores do Brasil"; da São Clemente, sobre a chegada da Família Real ao Brasil; e da Viradouro, com uma ode risível aos diferentes tipos de arrepio. Fábio Torres