Cinema • Home• Revista 8/1/2008
Garoto Cósmico
Aventura musical no futuro é raro longa brasileiro de animação

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ANIMAÇÃO

Garoto Cósmico tem roteiro voltado a crianças pequenas e destaca o valor da amizade

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EXCETUANDO-SE a produção de Mauricio de Sousa e casos isolados como Brichos (2006), de Paulo Munhoz, é raro assistir a um longa-metragem brasileiro de animação. A essa pequena lista, soma-se agora Garoto Cósmico, o longa de estréia do premiado ilustrador e diretor Alê Abreu. A presença do ator Wellington Nogueira, do Doutores da Alegria, como um dos dubladores não é casual: o filme parece um causo apresentado pelo grupo, com trama bem-humorada, musical e didática. A boa trilha é do músico e educador Gustavo Kurlat, que participou do roteiro escrito a quatro mãos.

Em uma sociedade do futuro rigorosamente programada, três crianças, em busca de pontos extras na escola, perdem- se no espaço e vão parar em um circo. Lá, vivem novas experiências, até que o mundo da programação envia um representante para resgatá-los. As referências a clássicos da ficção-científica, como Metrópolis (1927) e THX 1138 (1971), são claras, mas o roteiro é voltado a crianças e destaca o valor da amizade.

Abreu realizou uma obra bem brasileira, lúdica, ligeira e muito colorida. É também a última atuação de Raul Cortez no cinema: ele dublou o carismático dono do circo Giramundos. E nas canções, há as vozes de Arnaldo Antunes, Vanessa da Mata e Belchior. Christian Petermann