Música • Home• Revista 2/1/2008
POP
Red Carpet Massacre
(M.F.)

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Fotos: DIVULGAÇÃO
Duran Duran: longe dos áureos tempos

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DIFÍCIL desvincular o Duran Duran do tecnopop dos anos 80. Mas parece que o grupo britânico quis tentar essa dissociação em seu novo álbum, Red Carpet Massacre. Para tal proeza, o quarteto convocou o produtor Timbaland - uma das grifes mais disputadas do mercado norteamericano de rap e R&B - e o cultuado cantor Justin Timberlake, que tem presença destacada no próximo álbum de Madonna. A dupla colabora especialmente nas faixas "Skin Divers" e "Nite-Runner", dirigidas às pistas atuais. Ou seja, o Duran Duran segue a cartilha do pop contemporâneo, que dá mais importância aos produtores do que aos cantores e músicos.

O problema de Red Carpet Massacre é que ele fica no meio do caminho. O álbum não consegue soar moderno como o último disco de Timberlake, FutureSex / LoveSounds, a maior fonte de inspiração deste novo trabalho da banda. E tampouco consegue evocar os áureos tempos do Duran Duran. Destaque de um repertório irregular, a balada "Falling Down" é sintomaticamente a música que mais se aproxima do tecnopop feito pelo grupo em sua melhor fase, que lhe rendeu hits como "Save a Prayer" e "A View to a Kill". E a saída do guitarrista Andy Taylor no meio das gravações do disco, que teve guitarras regravadas por Dom Brown, sinaliza que há algo de podre escondido no reino do Duran Duran.

Duran Duran tenta em vão atualizar-se com as batidas de Timbaland e Justin Timberlake