Moda • Home• Revista 2/1/2008
Biquíni
Calcinhas de diferentes tamanhos e tops cortininha e tomara-que-caia desfilam harmoniosamente nas praias e piscinas neste verão. Mas a modelagem da temporada privilegia os traços retos

Por Thaís Botelho

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Amoda desfilada nas areias da costa brasileira é democrática. Neste verão, a praia virou um território onde vale tudo. Biquínis pequenos dividem espaço com calcinhas mais largas. O top cortininha disputa a preferência com o tomara-que-caia. Mas nos desfiles das semanas de moda brasileira, houve uma predileção por peças de cortes mais retos. A grife carioca Lenny inspirou-se na arquitetura do catalão Gaudí e do brasileiro Oscar Niemeyer para levar à passarela biquínis retilíneos. No desfile da Cia. Marítima, apareceram modelos com referências clássicas. “Fizemos muitas peças vintage, ao estilo Hermès”, conta Patrizia Simonelli, estilista da Cia. Marítima. Inspirada na mulher moderna e descolada, que busca informações de toda parte do mundo, os biquínis da marca paulistana trazem nesta estação uma mistura de estampas que vão desde de animais selvagens africanos até desenhos cashmere, provenientes da Índia. Já a grife Salinas, que apostou em calcinha e tops com modelagens maiores, buscou referência nos bailes de Carnaval dos anos 20 para colorir as peças com losangos característicos da roupa do pierrô.

MARCIO MADEIRA
A top model Juliana Imai desfilou na coleção inspirada no Carnaval da grife Salinas

DIVERSIDADE
Cortes retos predominaram na passarela de Lenny (1). A top Izabel Goulart veste tomara-que-caia da Rosa Chá (2), no desfile apresentado em Nova York. A coleção da Blue Man (3) apostou em calcinha larga e top cotininha. Formas geométricas na coleção de Paola Robba para Poko Pano (4). No verão da Cia. Marítima (5), formas clássicas e mistura de estampas