Exposição • Home• Revista 23/7/2007
Comunismo da Forma
Paula Alzugaray

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Fotos: DIVULGAÇÃO
Videoclipes de cerca de 30 artistas podem ser vistos na galeria Vermelho

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COM OS RECENTES cortes de videoclipes da programação, a MTV deixa de ser o endereço oficial desse gênero audiovisual (vitaminado no Brasil no começo dos anos 90, com a formação do canal musical). Mas, ao contrário dos rumores, o clipe não morreu. Sua morada hoje é a internet, onde goza de saúde, vitalidade e disponibilidade total ao usuário. Sites como o YouTube foram o ponto de partida das pesquisas dos curadores Fernando Oliva e Marcelo Rezende, que, seduzidos pela diversidade do videoclipe, conceberam um livro e uma exposição que abordam o formato como ferramenta artística antimercadológica.

Da exposição Comunismo da Forma: (som + imagem + tempo – A Estratégia do Vídeo Musical), participam cerca de 30 artistas brasileiros e estrangeiros, que enviaram trabalhos a partir de três perguntas dos curadores, a começar por: “O que é um videoclipe?”. “A idéia que cada um faz de clipe varia enormemente. Pela saturação que o gênero tem hoje, é impossível encontrar uma definição”, diz Fernando Oliva.

Uma das convicções acerca do clipe – o fato de ele não existir sem a música pop, por exemplo – é colocada em xeque logo no primeiro dos vários programas da mostra. “O Mundo em que Vivemos”, de Rodrigo Matheus, tem trilha eletrônica de Edgard Scandurra, o que não significa necessariamente uma combinação previsível ou palatável. Marcio Banfi toca uma balada no violão sem produzir outro som que um canto de pássaros.

O repertório da exposição surpreende. Há desde Pipilotti Rist, Dominique Gonzalez-Foerster, Sam Taylor-Wood e Chelpa Ferro, célebres pesquisadores das fusões entre imagem e som, até gratas e novas “subversões” do clipe como a paisagem sonora desenhada por Leandro Lima e Carlos Issa.

Com obras de Rodrigo Matheus, Pipilotti Rist e Chelpa Ferro, entre outros

Galeria Vermelho – r. Minas Gerais 350,
tel. (11) 3257-2033. Até 4/8.