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05/02/2001

Música

Tá tudo dominado - continuação

Leandro Pimentel
MC Naldinho foi operário, camelô e vendedor de cachorro-quente

MC NALDINHO, o camaleão
Ele já foi MC Peão, MC Durinho e MC Promoção. Mas os apelidos recebidos na época em que o operário de obras Agnaldo Alves vivia sem dinheiro ficaram para trás. Hoje, MC Naldinho é o autor de “Tapinha”, o grande sucesso da Furacão 2000, empresa responsável pela maior parte dos lançamentos de funk.

Ele abraçou a carreira de cantor na adolescência, mas ela demorou para decolar. Até 1999 ele foi operário, camelô, mecânico, vendedor de cachorro-quente e funcionário de pizzaria. “Às vezes largava tarde e tinha que sair correndo para chegar no baile”, lembra.

Conseguiu emplacar seu trabalho em bailes funk e, graças ao sucesso de sua música, hoje Naldinho não sai de casa para cantar por menos de R$ 1,5 mil. Chega a fazer seis apresentações por semana e por conta do sucesso musical e financeiro planeja fazer uma extravagância: “Já estou de olho numa moto”.

Quer ainda sair da favela, onde mora com uma tia e uma prima. “Preciso de um lugar onde eu possa chegar e sair com calma, a qualquer hora”, diz o pai de quatro filhos, cada um com uma mulher diferente.

Leandro Pimentel
Gustavo, Leandro e Tiago (da esq. para a dir.) moram na favela e formam o “Bonde do Tigrão”

BONDE DO TIGRÃO, quatro vozes
Leandro Dionísio dos Santos, 20 anos, é amigo de Tiago Alves, 16, que conhece Gustavo Pereira da Silva, 19, que é colega de Wagner Rodrigues da Silva, 16.

Os quatro moram na favela da Cidade de Deus, na zona oeste carioca, e gostam de funk. Mas não ficam só nisso. Eles formam o Bonde do Tigrão, grupo que estourou com músicas como “Cerol na Mão” e “Tchutchuca”.

Agora, os quatro assinaram contrato com a Sony Music e lançam CD este mês. Wagner, conhecido como Waguinho, ainda divide os shows e gravações com os treinos no CFZ, o time de futebol de Zico. Por isso não está na foto: “Ele não pôde vir porque está treinando”, justificou Leandro, o líder do grupo.

Leandro era empacotador de supermercado até dois anos atrás, quando passava a semana entre o trabalho e a casa sonhando com a sexta-feira, para ir aos bailes. O funkeiro, que fez até a 5ª série do ensino fundamental, consertava ar condicionado de carros e foi auxiliar de serviços gerais na Rede Globo.

“Cerol na mão” foi composto por ele em parceria com Marcos Cordeiro Alves, pai de Tiago Alves, o Tiaguinho, freqüentador dos bailes desde os 14 anos. Tiago está na 7ª série do ensino fundamental. “Tá difícil mas vou tentar estudar”, diz.

Mais difícil é a missão de Gustavo Pereira, o Gustavinho, soldado da Aeronáutica. “Quando tenho show e plantão, pago alguém pra ficar no meu lugar.” Ex-integrante de um grupo de pagode, o funkeiro que fugia da mãe, a dona de casa Francisca, para ir aos bailes não se arrepende da mudança. “Desse jeito tá bonito”, diz.

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