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Fernando Collor

“Não posso errar”
Para comemorar o fim da imposição legal que o manteve longe da política por oito anos, o ex-presidente faz festa para 500 convidados e anuncia candidatura ao Senado por Alagoas, enquanto aguarda o nascimento de seu quarto filho

Neuza Sanches

Piti Reali

“Até 1998, FHC foi correto. Depois, priorizou projetos pessoais como o da reeleição”

Chegaram ao fim os oito anos de abstinência política a que Fernando Collor foi condenado durante o processo de impeachment. A resolução número 101 do Senado Federal o privou de exercer qualquer função pública desde a manhã de 29 de dezembro de 1992. “Eram longos oito anos”, lembrou Collor na tarde da quarta-feira 20, em entrevista a Gente. “E agora vejo que eles passaram rápido.”

Aos 51 anos, o ex-presidente planeja minuciosamente seus próximos passos. Quer voltar um dia ao Palácio do Planalto. Antes disso, porém, pensa em conseguir assento no plenário azul-turquesa do Senado. “Se não der para ser candidato à Presidência, vou tentar ser senador por Alagoas”, revelou à Gente.

Depois de tentar disputar a prefeitura de São Paulo, onde foi derrotado nas pesquisas de opinião e numa batalha jurídica que visava antecipar seu retorno, Collor vai ser pai novamente. Com três rapazes na família — Arnon Affonso, 24 anos, Joaquim Pedro, 21 anos, Fernando James, 20 anos —, ele torce na surdina para que nasça Maria Fernanda. Rosane Collor, 36 anos, sua mulher, está grávida há dez semanas e em duas saberá o sexo do bebê.

Nos primeiros anos de ostracismo, Collor se exilou na Casa da Dinda, em Brasília, onde encerrou a depressão iniciada no processo de impeachment e que o fez definhar 15 quilos. Depois, foi para Miami, onde ainda mantém residência, e voltou à musculação e à corrida três vezes por semana, recuperando os 87 quilos para 1,87 metro de altura.

Sempre acompanhou as manchetes dos principais diários. Sobre a cabeceira de sua cama, estão A Festa do Bode, de Vargas Llosa, e O Reino e o Poder, de Gay Talese. Um trata de um presidente autoritário, o outro de futricas da imprensa. A sesta de 20 minutos diários após o almoço é marco para que o ex-presidente inicie suas atividades diárias como palestras, encontros com correligionários e conversas, por telefone, com executivos do Grupo Arnon de Melo. “Estou pronto para voltar.”

Os oitos anos em que o senhor teve de ficar fora da vida pública terminaram. Qual será o próximo passo?
É a retomada da minha vida política. Vou dar uma festa para 500 pessoas no dia 29. Farei um discurso para marcar a minha volta.

A sua antiga equipe de governo será convidada?
Não convidei ninguém. Até porque não sou eu quem está fazendo a organização da festa. É um amigo de Maceió o responsável por tudo.

Nesses oito anos fora da política, houve momentos de depressão?
Eu não imaginava ultrapassar esses oito anos. Quando recebi a sanção, eu pensei: “Eu não vou suportar ficar oito anos sem poder exercer a função pública e sem poder continuar a minha carreira política”. Eram longos oito anos. Hoje eu digo: “Tenho um projeto político para o novo milênio”. E hoje vejo que eles passaram rápido.

Qual foi o pior momento?
Passei dois anos, logo depois da minha saída do governo, em que eu não conseguia dormir antes das sete da manhã. Foi na época em que ainda morava na Casa da Dinda, em Brasília. Assistia a todos os noticiários, lia compulsivamente os jornais. Eu chorava. Tinha abatimento profundo. Um político sem mandato é como uma cobra sem veneno.

Como era seu dia-a-dia?
Emagreci 15 quilos na fase do impeachment. Parei com tudo o que eu fazia. Acabei engordando. Não fazia exercício algum. Não tinha ânimo pra nada. Quando saí da Presidência tinha 75 quilos. O meu peso normal é de 87 quilos.

O senhor sente mágoa de quem não ficou ao seu lado?
Perdoei a todos. Não presto essa homenagem aos meus adversários de então, guardando deles sentimentos como mágoa. Em política nunca podemos dizer que temos amigos para o resto da vida e inimigos irreconciliáveis. Ser político é uma atividade extremamente solitária. O que deve ser levado em conta é que em política não existem amigos. Existem aliados.

E estar fora da política?
É mais solitário. Os dois anos depois que saí do governo, foram os piores de minha vida. Eu não acredito em inferno, na concepção comum que as pessoas crêem. Acho que o inferno é o que a gente vive aqui mesmo. Mas essa concepção de inferno, eu vivi nesses dois anos.

Rosane Collor está grávida de dez semanas. Escolheram o nome do bebê?
Se for menina, será Maria Fernanda. Não pensamos no nome, se for homem. Isso mostra a torcida pelo sexo.

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