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Televisão

Silvio Santos para ler
O jornalista Arlindo Silva abre o baú de episódios pessoais do mais conhecido apresentador da tevê brasileira numa biografia autorizada

Cristian Avello Cancino

Piti Reali
 

A voz mais conhecida da tevê brasileira era ouvida há 55 anos na avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro, anunciando capinhas de plástico para colocar títulos de eleitor. Havia 15 anos que não se votava no País – o último presidente eleito tinha sido Getúlio Vargas – e a primeira eleição após o Estado Novo empolgava a população.

Nem é preciso dizer que Senor Abravanel, hoje Silvio Santos, vendeu centenas de porta-títulos por 5 cruzeiros cada. E foi ali, na rua, que iniciou a construção de seu império, hoje formado por 33 empresas e patrimônio de R$ 879 milhões.

A gênese do Grupo Silvio Santos e outras histórias que envolvem o ídolo são contadas pelo jornalista Arlindo Silva no livro A Fantástica História de Silvio Santos (Editora do Brasil, 277 págs., R$ 23,90). A biografia autorizada, datilografada pacientemente numa velha máquina de escrever, acaba de ser lançada.

  Sílvio começou como locutor na Rádio Nacional em São Paulo

Lá não há nada que desabone o apresentador e a narrativa escorre impregnada por admiração. O livro, porém, revela episódios pouco conhecidos sobre o dono do Baú da Felicidade. Silva conviveu 25 anos com seu patrão.

Era chefe da assessoria de comunicação do Grupo SS, espécie de porta-voz que muitas vezes teve de fazer a ponte entre Silvio e Roberto Marinho. “As relações entre eles eram muito cordiais, muitas vezes o Silvio mandava mensagens para o Marinho elogiando os programas da Globo”, conta o jornalista.

Apesar da cordialidade, no período em que Silvio trabalhou na Globo (de 1966 a 1977), ele negociou secretamente a compra da TV Record. O contrato do apresentador com a Globo o proibia de ter participação financeira em qualquer emissora de televisão. A seguir, Arlindo responde a algumas perguntas sobre Silvio Santos, que completa 70 anos no dia 12 de dezembro.

“Os militares precisavam de Silvio”
Em 1989, o apresentador tentou sair candidato à Presidência pelo PFL

Como Silvio Santos comprou sua primeira emissora de TV?
Sem que Roberto Marinho soubesse. O Silvio arrumou um subterfúgio para fazer a transação. Como o contrato da Globo proibia que comprasse ou tivesse participação numa emissora de tevê, ele comprou 50% da Record, em 1972, por intermédio de um testa de ferro. Era Joaquim Cintra Gordinho, um amigo antigo, fazendeiro que morava na Califórnia. Silvio cumpriu normalmente seu contrato com a Globo até 1976 e só depois foi para a Record.

 
Casado com Íris Abravanel desde 1977: "Eles vivem bem"

O programa A Semana do Presidente, criado em 1976, era um flerte com o regime militar?
Eu redigi boa parte daqueles programas. O Gugu também começou assim. Era a maneira do Silvio compensar o fato de o SBT não ter um programa jornalístico. Ele achou que o público gostaria de saber o que o governo fazia de bom. Os militares precisavam do Silvio para contrabalançar o poderio da Globo e dividir o poder de influência sobre a opinião pública. O relacionamento dele com o governo sempre foi de negócios.

Por que Silvio escondeu a primeira mulher, Aparecida Abravanel, por 20 anos?
Não foi só ele. Todos os grandes ídolos da época escondiam. Havia uma coisa engraçada: o público feminino não aceitava que eles tivessem mulher, para ninguém ser dono do mito. O Roberto Carlos também fez isso. Aparecida soube compreender a situação, era uma necessidade artística de parecer solteiro.

Enquanto trabalhava na Globo, nos anos 70, negociou a compra da Record

Silvio Santos era fiel no casamento?
Acredito que sim, porque, como ele era muito conhecido, se pulasse a cerca seria visto por todos. Eu freqüentava a casa deles. Ela era a típica dona-de-casa, não saía muito, era de uma família de classe média, filha da dona da pensão onde o Sílvio morou quando chegou a São Paulo, na rua Treze de Maio, quando trabalhava na Rádio Nacional. Com a morte dela, em 1977, ele ficou extremamente abatido.

E Íris Abravanel, a atual mulher dele?
Ele a conheceu no elevador. Ela era funcionária do Baú da Felicidade. Em 1981 eles se casaram, em 1993 eles se separaram momentaneamente. Íris mandou trocar as fechaduras da casa deles, no Morumbi. Foi uma briga comum, hoje eles vivem bem. Não me preocupei em detalhar isso no livro porque acho que o público deve saber como esse homem conseguiu construir a carreira, para que se inspirem no seu exemplo.

A um mês de fazer 70 anos, ele anda sem seguranças

Ele tem algum cuidado especial com a segurança?
Nenhum. Ele tem a convicção de que nunca será seqüestrado. Sílvio correu perigo apenas duas vezes. Na primeira, um cara bateu na porta do carro dele e pediu o relógio. Silvio entregou. Quando o ladrão viu quem estava assaltando, pediu desculpas, devolveu o relógio e foi embora. Outra vez um garoto pediu dinheiro num semáforo com uma arma e Silvio lhe entregou 120 reais. O garoto viu que era ele e ficou assustado: “Não quero mais não”. O Silvio disse: “Vem cá, menino, pega esse dinheiro e deixa de roubar”.

 

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