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Rosane Damazio x Paulo Roberto Falcão
O rei de Roma sem a majestade
- Continuação

Piti Reali
No Fórum de Porto Alegre, Rosane teve sete encontros com o filho, acompanhada por assistente social

No dia 20 de outubro, Rosane obteve uma ordem judicial para que as visitas ocorressem no apartamento que mantém em Porto Alegre, sem monitoramento. Desde que reencontrara o filho, não havia tido momentos a sós com ele.

Notificado na quarta-feira 25, Falcão não cumpriu a determinação. “Ele sumiu com o meu filho”, acusa Rosane. “Quando me acusaram de descumprir a ordem judicial, foi para não tirar Paulinho da escola. Agora, Falcão o tira da escola para me impedir de vê-lo.”

FALTA AO TRABALHO Segundo dois funcionários da Globo, Falcão deveria aparecer no sábado 28, no Estádio do Morumbi, onde comentaria a partida entre São Paulo e Atlético Mineiro. “Ele não havia sido escalado”, assegura Luís Erlanger, diretor de Comunicação da emissora. Quem também tem se mantido distante da televisão é a atual namorada do ex-jogador, Cristina Ranzolim, apresentadora do Jornal do Almoço, da RBS, a afiliada da Globo no Rio Grande do Sul.

Falcão é comentarista esportivo do mesmo programa. “Ela não apareceu para trabalhar nos últimos quatro dias, porque sofreu um acidente de trânsito e machucou um dos pés”, afirmou, na segunda-feira 30, Raul Costa Júnior, diretor de Jornalismo da RBS. “Mas o Falcão trabalhou normalmente na sexta-feira 27”, diz. “Eu não sei onde ele está”, garante Breno Mussi, advogado do ex-jogador.

Paulo Liebert/AE
Falcão é comentarista do Jornal do Almoço, apresentado pela nova namorada, Cristina Ranzolim

AMIGO NU Rosane e Falcão se conheceram em 1990, na Itália, onde o craque era conhecido como o “Rei de Roma”, por ter dado à equipe da cidade o seu primeiro título nacional depois de 42 anos sem vencer um campeonato.

Rosane estudava Direito no Rio Grande do Sul e havia sido casada com um jogador de futebol, Paulo Bonamigo, do Grêmio. Ele era do time de juniores e ela tinha apenas 16 anos quando ficou grávida de Pauline, hoje com 15 anos.

Em 1990, já separados, Bonamigo batalhava dupla nacionalidade para poder se transferir para uma equipe italiana. Sugeriu a Rosane que pedisse ajuda a Falcão. Depois de muitos galanteios, telefonemas e flores, ele a conquistou. Um ano e meio mais tarde, Falcão e Rosane se casaram e foram morar na Cidade do México. “Ele gostava muito da minha filha”, diz Rosane.

Em outubro de 1992, Paulinho foi gerado. Mas os alicerces do casamento estavam abalados. “Ele começou a me rejeitar durante toda a gravidez”, diz Rosane. O casal não conversava mais e mal dividia a mesma cama.

Paulinho nasceu em julho de 1993, no Brasil, época em que Falcão trabalhava na televisão italiana. “Cheguei a pensar que ele tivesse uma amante”, conta Rosane. A desconfiança se fortaleceu porque, segundo conta, o jogador não mantinha mais relações sexuais com ela. “Comprei camisolas bonitas e me cuidava para manter a forma física”, diz. “Mas não adiantava nada.”

Diego Evangelista/
Pressphoto
Rosane, com o passaporte do filho

A gota d’água despencou numa tarde em que Rosane chegou em sua casa, em Porto Alegre, em 1996. Seguiu em direção ao quarto e viu roupas jogadas pelo chão. Ouviu o som de água do chuveiro caindo na suíte do casal.

“Entrei e vi o Falcão nu diante do espelho”, conta Rosane. “E havia uma outra pessoa tomando banho. Achei que era uma mulher.” Não era. Segundo ela, sob a ducha estava um colega de Falcão do jogo de tênis. “Não é o que você está pensando”, disse Falcão. Rosane pediu o divórcio.

A separação só aconteceu depois de muitas ameaças por parte do jogador, que se recusava a aceitá-la. Mas o acordo saiu. Falcão ofereceu R$ 400 mil, parte de seu patrimônio atestado em 1997, que seriam divididos em cinco parcelas mensais. “Abri mão da minha última parcela, estipulada em R$ 75 mil, e da pensão. Mas ele está pagando em juízo os R$ 3 mil para o sustento do Paulinho”, diz Rosane.

Apesar de ter aceitado o acordo há três anos, Rosane hoje denuncia: ela desconfia que Falcão tenha declarado ao Leão preços subfaturados de seus imóveis, como um apartamento em Porto Alegre que ele teria comprado por R$ 300 mil. Segundo ela, ele declarou na partilha o valor de R$ 100 mil pelo imóvel. De acordo com a ex-mulher, Falcão é dono das contas número 73.7291, no banco BSI – Banca Della Svizzera Italiana Gerance Internacionale S. A. M. –, em Monte Carlo, em Mônaco, e outra de uma agência do Banespa, em Tóquio, no Japão, de número 004.7015.

Ela tem extratos de movimentações bancárias que, segundo conta, não constam da declaração de renda apresentada na partilha dos bens. “Eu aceitei todos esses acordos, porque só queria ficar com o meu filho e em paz.” Numa guerra pelo direito de rever o filho, Rosane decidiu que não tinha mais porque ficar calada.

Colaborou Gustavo Maia

As ligações perigosas de Falcão

Desde segunda-feira 30, Paulo Roberto Falcão enfrenta outro problema com a Justiça. A telefonista Dalva Sandra Pereira, 32 anos, há dez trabalhando na Rede Brasil Sul de Comunicações (RBS), moveu ação de reparação por danos morais contra o ex-jogador. Ela é telefonista do jornal Zero Hora, onde Falcão escreve uma coluna sobre futebol. Segundo o processo nº 105.362.199 da 7ª Vara Cível da capital gaúcha, Falcão começou a assediar Dalva há dois anos. “Ele dizia que queria transar comigo”, diz a moça. “Tive medo de perder meu emprego.”

Em maio, Dalva conta que os encontros íntimos aconteciam às 20 horas, seu horário de saída. “Ele queria transar nas cabines do banheiro feminino”, diz. “Nós também fizemos sexo embaixo de uma escada. Ele parecia gostar do perigo e nem usava camisinha.” A telefonista garante que não é adepta dessas aventuras.“Mas ele deixava a impressão de que poderia me prejudicar no trabalho se eu o rejeitasse”, argumenta.

Na quarta-feira 11, uma faxineira ouviu ruídos no banheiro feminino e alertou os seguranças. Falcão e Dalva foram flagrados e viraram alvo do comentário dos funcionários. Treze dias mais tarde, ela saiu de licença médica. Mas recebeu um telefonema do chefe de seu departamento. “Ele disse que esperava pelo meu pedido de demissão”, lembra.

Dalva não pensa em deixar o emprego. Ela procurou o ex-jogador, que não quis atendê-la. Agora, seu advogado, Nei Soares de Oliveira, pede indenização de R$ 400 mil. Não é a primeira vez que Falcão se mete em confusão. Em sua passagem pelo clube de futebol Roma, ele teve um filho com a italiana Maria Flávia Frontani. Falcão se recusou a fazer o teste de DNA e assumir a paternidade de Giuseppe, hoje com 18 anos. Mas a justiça italiana o considera pai do rapaz desde abril de 1999.

 

As ligações perigosas de Falcão

O passeio a Paris foi uma das primeiras viagens do casal de namorados, ainda em 1990. Na época ele era o treinador da seleção brasileira de futebol e não economizava demonstrações de carinho. Depois de sua saída da seleção, Falcão foi convidado para dirigir uma equipe mexicana.

Em 1991, ele se casou com Rosane e se estabeleceu na Cidade do México. No ano seguinte o casal foi morar em Milão, onde Falcão apresentava um programa na televisão italiana. As viagens para Roma, a cidade italiana que consagrou Falcão como jogador, eram freqüentes.

Rosane já ostentava a gravidez no final de 1992. Com o nascimento de Paulinho, apareceram os primeiros problemas conjugais. Falcão cumpria o contrato com a televisão italiana e nem de longe lembrava o galanteador de outros tempos. Rosane viajou para o Brasil para ter a criança. Paulinho nasceu em julho de 1993. Apesar dos sorrisos do ex-craque, o casal estava mais distante a cada dia.

No final de 1993 viajaram com o filho pelas praias do litoral de Santa Catarina. O menino estava com cinco meses de vida. No aniversário de três anos de Paulinho, a família organizou uma grande festa em Porto Alegre. Mas o casamento já vivia seu epílogo, em 1996.

A separação se oficializou em fevereiro de 1997. Rosane foi morar em Los Angeles, nos Estados Unidos, com Paulinho e Pauline, sua filha do primeiro casamento. Na época da viagem ela estava com a documentação em ordem e a guarda do filho mais novo garantida. Mas a batalha judicial estava só começando.

 

 

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