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Maturidade

Perry Salles
Ex-marido de Vera Fischer supera depressão

Depois da separação, o ator morou num carro, antes de se fixar em Trancoso, chegou a ficar dois anos sem fazer a barba e cortar o cabelo e, agora, ajudado pela ex-mulher, volta a atuar numa peça, no Rio

Rosângela Honor e Leandro Pimentel (fotos), de Trancoso (BA)

Leandro Pimentel

“Posso ver o peito e a bunda da Vera sem o olhar do homem que quer transar com a mulher’’

Nos últimos 18 meses, Perry Salles, 63 anos, passou seus dias praticamente sem ver a luz do sol. Enclausurado em uma das salas do Teatro Gamboa, que comprou há seis anos em Salvador, ele tentava se livrar de uma crise existencial. Não conseguia pagar as dívidas que contraíra para manter a casa funcionando.

Parou de tomar banho, deixou o cabelo crescer e só saía às ruas uma vez ou outra para comprar comida, ou melhor, dois quilos de carne moída e quatro pacotes de macarrão, suficientes para se manter durante um mês. “Não abria mais as cortinas, não sabia se era noite ou dia”, conta Perry, ex-marido de Vera Fischer, 48, com quem foi casado durante 16 anos, e pai de Rafaela, 21, única filha do casal.

O quadro só foi revertido há 90 dias, quando Perry Salles recebeu um telefonema que o trouxe de volta à vida. Do outro lado da linha, a atriz Ivone Hoffman o convidava para atuar na peça Com amor, Oscar Wilde, com estréia prevista para 5 de outubro no Teatro Sesi, no Rio. Longe dos palcos cariocas há 12 anos, ele passou a madrugada debruçado sobre o computador lendo o texto da peça. Na manhã seguinte, retornou a ligação de Ivone com uma resposta positiva.

No sábado 16, Perry apareceu descalço, de bermuda listrada, camiseta com a inscrição de Trancoso e cabelo desalinhado para a entrevista e sessão de fotos à Gente. Era a maior prova de que abandonara a escuridão da depressão e estava novamente exposto à luz do sol. Prontamente, se ofereceu para guiar o carro de reportagem até a praia Rio da Barra, a cinco minutos da casa onde morou durante três anos com a ex-mulher, a arquiteta Beatriz, com quem teve dois filhos, Romeu, 9, e Rômulo, 6.

CASEIRO DE LUXO Rio da Barra tem um significado especial para o ator. Quando se separou de Vera em 1989 e saiu de carro sem destino pelo Nordeste, foi ali que recebeu acolhida, numa casa de uruguaios. “Fui uma espécie de caseiro de luxo”, conta.

Os dois anos que se seguiram sem que Perry e Vera mantivessem contato não decretaram o fim da forte amizade entre eles. Quando decidiu se mudar para Salvador, há seis anos, contou com um empréstimo de Vera, além de outros, para comprar o Teatro da Gamboa, de 101 lugares. “Vera me ajuda muito, inclusive financeiramente”, diz.

Ele enxerga o dedo da ex-mulher no convite para retornar aos palcos, no Rio. “Ela jura que não, mas outro dia deu um sorriso maroto quando voltei a indagar se estava envolvida”, conta. A atriz Ivone Hoffman confirma. “Foi ela quem sugeriu que chamássemos o Perry.” Desde então, o ator se mudou para o Rio, onde está morando no Leblon, mesmo bairro de Vera.

Leandro Pimentel
Com Romeu e Rômulo, frutos do casamento com a arquiteta Beatriz

O ator também está entusiasmado com a perspectiva de voltar à televisão, em uma possível participação na novela Laços de Família, e de voltar a atuar ao lado da ex-mulher, numa peça que vai escrever especialmente para ela. A idéia é encenar o espetáculo ano que vem, quando Vera terminar seu trabalho na novela de Manoel Carlos. “Vera é uma mulher do cacete. Aposta nos meus sonhos e acredita nos meus negócios”, derrete-se. “Hoje a aceito como ela é, sem aquele amor desmesurado de quando nos separamos”, afirma.

Mas nem sempre foi assim. Há 12 anos, quando ele saiu de casa levando apenas uma valise de nailon, livros, alguns objetos e dólares, sua vida parecia ter acabado. Em meio a uma discussão, ele ouviu Vera dizer: “Perry, te dei os melhores anos de minha vida”. Naquele momento, decidiu se separar. “Foi uma barra pesada.” Antes, ainda passou pelo dissabor de contar sua decisão à filha Rafaela, na época com nove anos. “Que bom, pai, vou ter duas casas”, reagiu a menina. Passou um bom tempo tomando porres homéricos e chegou a pensar em suicídio. “A cada dia que passava, a distância entre o 10º andar e o térreo era menor”, relembra.

Tentou dar a volta por cima encenando um espetáculo em que se apresentava representando e sapateando. O show foi bem aceito pela crítica, mas um fracasso de público. Além disso, acabava sabendo todos os passos de Vera, que na época começara a namorar Felipe Camargo, nas gravações de Mandala. Perry também fazia parte do elenco. Foi seu último trabalho na tevê. Depois, pegou sua Parati, transformou o banco de trás numa cama, pegou o som, reuniu livros e ganhou estrada.

O Globo
“Que bom, pai, vou ter duas casas”, disse-lhe Rafaela, quando encerrou os 16 anos de união com Vera Fischer

MORTE DO FILHO Passou três meses dormindo nos acostamentos até chegar em Trancoso, a 50 minutos de Porto Seguro. Lá, encontrou um lugarejo sem luz e água e com pouquíssimas moradias. “Passei a viver como um bicho”, recorda. Mergulhado numa depressão profunda, ele passou dois anos sem fazer a barba e cortar o cabelo. “Não tomava banho e só me alimentava dos peixes que pescava.”

Hoje passa pequenas temporadas em Trancoso, matando as saudades dos filhos. Com Beatriz, de quem se separou há três anos, mantém uma relação amistosa. “Só não temos sexo”, diz. Foi em Trancoso, há dez anos, que ele viveu a dor de perder seu filho Rodrigo, fruto de seu casamento com a atriz Miriam Meller. Com 20 anos de idade, ele morreu num acidente de moto. Perry também é pai de Renata, de 35 anos, que mora na Inglaterra.

Para se reintegrar ao Rio, Perry tem contado com o apoio incondicional de Vera. De vez em quando, ainda surpreende a ex-mulher, principalmente quando aparece para jantar em restaurantes usando sandálias. “Ela me telefona e pede para eu ir de sapatos, chegou até a comprar alguns pares para mim”, diverte-se. Indagado se Vera foi o grande amor de sua vida, não esconde. “Seria indelicado responder”, reage, num primeiro momento. “Mas vou ser: ela é.” Hoje, a relação do casal não vai além da amizade, garante. “Posso ver o peito e a bunda da Vera sem o olhar do homem que quer transar com a mulher.”

 

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