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Atletismo

A volta da guerreira
Sueli Pereira dos Santos, que interrompeu a carreira por envolvimento com doping, retoma os treinos e garante classificação para as Olimpíadas de Sydney

Carlos Henrique Ramos

André Durão
Sueli Pereira dos Santos espera superar a barreira dos 65 metros nos Jogos Olímpicos de Sydney: “Ainda não conheço meu limite”, diz

Sueli Pereira dos Santos redescobriu o prazer de competir aos 35 anos. Motivada como uma principiante, a veterana vai lançar o dardo pela primeira vez numa Olímpiada. Estar em Sydney, na Austrália, já é uma vitória para esta atleta que chegou a encerrar a carreira. Em 1995, flagrada num exame antidoping, que detectou a presença de esteróides anabólicos em sua urina, ela foi suspensa por dois anos pela Iaaf (Federação Internacional de Atletismo Amador) e alijada da delegação que disputaria os Jogos Pan-Americanos. Na época, alegou inocência. Frustrada, parou de treinar, casou-se com o australiano Alan Daswood e, por fim, mudou-se para Buenos Aires, na capital argentina. Morando em Olivos, bairro da residência oficial do presidente da República, recuperou o instinto e voltou a treinar com afinco. “Eu não me lembro de nada que foi triste na minha vida”, recusa-se a comentar o passado.

Nascida em Cascavel, no Paraná, Sueli ainda mantém a hegemonia da prova na América do Sul. Ela é dona do recorde do continente, com 61m98. Esse resultado foi conquistado em Bogotá, na Colômbia, em 15 de maio, e lhe garantiu a 22ª colocação no ranking mundial. Nos Jogos Olímpicos, a atleta planeja romper a barreira dos 65 metros, com o dardo de 2,2 metros e 600 gramas. “Ainda não conheço meu limite, só Deus sabe”, brinca. A melhor marca do planeta pertence a norueguesa Trine Hattestad, com 69m40. “Atualmente, eu desfruto a sensação de entrar na pista e disputar a prova. Aproveito cada momento da minha vida com alegria e vivacidade. Não faço qualquer tipo de plano”, explica a mulher que causou furor ao tirar a roupa para uma revista masculina, em 1985. “Nunca parei para pensar se faria esse trabalho novamente”, diz.

“Eu não me lembro de nada que foi triste na minha vida ’’
Sueli Pereira dos Santos

Paralelamente à vida espartana que o esporte exige, Sueli trabalha numa multinacional de material esportivo em Buenos Aires. Lá, dá orientação técnica a lojistas sobre o uso correto de roupas e calçados. E foi conciliando as duas atividades que obteve a classificação às Olimpíadas.

O período da manhã é dedicado à empresa. A partir das 14 horas, ela troca de roupa e treina até as 21 horas. Nesses últimos tempos, o domingo era o único dia reservado ao descanso. Adaptada à rotina portenha, a recordista sul-americana e campeã brasileira não pretende retornar ao País. Para ela, pesa o medo da violência. Na Argentina, a única reclamação é com o frio. “Já treinei com um grau negativo.”

 

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