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Myriam Rios e suas heranças
Destaque cômico em Aquarela do Brasil, ela não se importa de ser reconhecida como a ex-mulher de Roberto Carlos, com quem aprendeu a se dedicar à fé

Luís Edmundo Araújo

André Durão
“Meu filho é um sonho que realizei”, diz a atriz ao lado de seu filho Edmar, com quem passa todo o tempo livre

O casamento de 12 anos com Roberto Carlos lhe reservou duas heranças: a amizade do rei e a dedicação à religião. Não importando qual fosse. Myriam Rios, 40 anos, foi adepta da Renovação Carismática da Igreja Católica durante anos. Mas hoje é evangélica. Quando tem tempo, freqüenta os cultos da Igreja Internacional da Graça de Deus, em Copacabana, zona sul do Rio. “O que a Renovação Carismática faz uma vez por semana, o evangelho faz todo dia”, diz. “Tenho fome de entender a Bíblia.”
Deus, aliás, foi o único assunto da última conversa entre Myriam e Roberto Carlos. Ainda na época do agravamento do câncer de Maria Rita, mulher do cantor morta em dezembro, ela telefonou para prestar solidariedade. “A única coisa que disse foi que estava orando”, diz. E não se falaram mais, mas continuam amigos.

Agora, o tempo livre que ela tem é dedicado ao filho Edmar, 4 anos, de seu casamento com o cirurgião Edmar da Fontoura Lopes Neto. “Meu filho é um sonho que realizei.” Separada do marido, a atriz diz que está namorando, mas não revela quem. “Por enquanto não quero falar nada.”

Myriam morou em Los Angeles entre 1989 e 1994. Mesmo fora do território nacional era freqüentemente parada nas ruas por fãs do cantor. E nunca se incomodou. “Fui casada com o Roberto e nunca vou negar isso”, afirma.

VOLTA À TEVÊ Agora, após 24 anos de carreira, a atriz tem um novo desafio: falar errado. Escalada para viver a bilheteira de cinema Zuleika em Aquarela do Brasil, ela tem penado para esquecer o inglês aperfeiçoado com os cinco anos em que morou nos Estados Unidos e pronunciar os nomes dos astros de Hollywood da maneira como são lidos na tela. Sempre sonhando em conhecer “Ramfrei Bogarte” e “Clarque Gueibou”, Zuleika será responsável por alguns momentos cômicos em meio ao drama vivido pela personagem principal de Maria Fernanda Cândido. “Nunca fiz um papel tão engraçado”, diz. A atriz retorna à Globo depois de um jejum de dois anos, seu último trabalho na emissora foi em Era uma vez. Nesse período, atuou em Tiro e Queda, da Record. Ela também pode ser vista no palco, na peça Camarim, a primeira da qual é produtora, que está em turnê pelo Estado do Rio.

Enquanto esteve nos Estados Unidos, Myriam fez cursos e se aperfeiçoou na profissão. Lá gravou um vídeo de ginástica aeróbica com Deana Martin, a filha do ator Dean Martin, antigo parceiro do comediante Jerry Lewis. Mas o vídeo nunca chegou ao mercado. Também trabalhou na Fox Television, dublando as chamadas para o português, e entrevistou personalidades internacionais para o extinto Programa de Domingo, da Rede Manchete.
Em uma das entrevistas, Robin Williams conseguiu ser engraçado ao explicar a doença degenerativa do personagem de De Niro no filme Tempo de Despertar. “Tive que me segurar pra não rir no ar”. Michael J. Fox surpreendeu a entrevistadora ao revelar que seu grande arrependimento foi não ter aceito o convite para o papel de Patrick Swaize em Ghost. Já o ator James Woods preferiu levar tudo na brincadeira e até passou uma cantada na atriz. “Ele me perguntou o que faria depois da entrevista e vibrou quando soube que teríamos que gravar tudo de novo devido a um problema técnico.”

A carreira de Myriam começou em 1976, quando a menina de 15 anos ganhou um emprego na Globo. Um bom começo para quem, até então, pensava em estudar comunicação. Concorrendo com centenas de candidatas, ela venceu o concurso para se tornar atriz da emissora, promovido pelo Moacyr Franco Show, o Domingão do Faustão da época. Inicialmente, fora convidada para participar de um quadro do programa que não chegou a ir ao ar. “Seria com uma aeromoça de verdade e duas modelos, vestidas como ela”, lembra Myriam. “Eu seria uma das modelos e teriam que descobrir quem era a verdadeira aeromoça.” Percorrendo os corredores da sede da Globo em São Paulo, à procura do estúdio no qual deveria se apresentar, a atriz deu de cara com o diretor Mário Lúcio Vaz, que não perdeu tempo. “Ele me viu e perguntou se eu queria participar do concurso para atriz. Topei e deu no que deu.”

No mesmo dia em que ganhou o concurso, a atriz foi contratada para entrar na novela O Feijão e o Sonho, como filha de Nívea Maria e Cláudio Cavalcanti. “Gostei da Myriam assim que a vi no show. Precisava de alguém como ela e a chamei”, lembra Herval Rossano, que dirigiu a novela. Quanto ao talento da atriz, Herval não tem dúvidas. “Meu olho clínico estava certo”.

 

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