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Maturidade

Medos e desejos de Daniela Mercury
Aos 35 anos, a cantora baiana diz que quer “incomodar como fêmea” e revela que faz psicoterapia há sete anos para livrar-se do medo de perder a fama

Marianne Piemonte

Felipe Barra
Com os dois filhos já adolescentes, a cantora dedica-se mais a si mesma e comemora seu sucesso em turnê pela Europa: “Eu ‘exuberei’. Sinto-me mais bonita hoje do que aos 19 anos”

Num fim de tarde de 1978, Antônio Abreu chegou em casa do trabalho e não encontrou suas filhas Daniela, 13 anos, e Vânia, 11. Correu a casa, os vizinhos e nada. Pegou o carro e rodou o bairro de Brotas, em Salvador, em busca delas. Encontrou-as, horas depois, na porta de uma boate. “Fomos escondidas porque éramos muito novas e não nos deixariam sair sozinhas à noite”, conta Daniela Mercury. Essa personalidade irrequieta que tanto preocupava o pai acompanhou a baiana ao longo da adolescência. Quando tinha 17 anos, ela costumava sair com a turma noite afora e tomar porres homéricos. “Uma vez bebemos de tudo: licor de São João, licor de genipapo, cerveja e vinho de tampinha”, diverte-se.


Hoje, aos 35 anos, Daniela Mercury (que trocou o “i” do sobrenome materno pelo “y”) já aprendeu a beber. Não toma mais porres, porém curte uma cervejinha. Também deixou o cabelo crescer. Os cachos mais alongados e soltos deixaram para trás a imagem da garota espevitada. Passada uma década desde que estourou com o sucesso “Canto da Cidade”, a cantora baiana não tem dúvidas de que está mais amadurecida. “Eu ‘exuberei’. Me sinto mais bonita hoje do que aos 19 anos”, diz ela, despreocupada com os neologismos que gosta de criar. Os amigos da cantora concordam. “Ela vive um momento de plenitude”, garante a produtora Lícia Fábio, que há sete anos cuida de seus camarotes. E, sem pudores, a cantora acrescenta: “Quero incomodar cada vez mais como fêmea”.

Divulgação
Parcerias na vida: A irmã Vânia Abreu, dois anos mais nova, sua companheira de porres em salvador, não levou tanta sorte e ainda procura sucesso...

Depois de lançar mão de definições tão originais e personalizadas, Daniela enumera os motivos que explicam o momento iluminado que diz estar vivendo. Seus filhos, Gabriel, 15 anos, e Giovana, 13, de seu casamento com o engenheiro Zalter Povoas, já estão crescidos, não precisam mais da presença da mãe em tempo integral. Também comemora sua carreira internacional. No início de agosto, ela retornou de uma turnê de 40 dias pela Europa, divulgando seu novo disco O Sol da Liberdade em mais de 20 países. Mas para a cantora, o principal motivo de sua plenitude tem nome e sobrenome: Marcelo Porciúncula. “Estou muito apaixonada”, diz ela, sobre seu relacionamento de três anos com o advogado baiano sete anos mais jovem.

O DIÁRIO DE DANIELA A maturidade também aguçou ainda mais sua franqueza. Daniela é vaidosa e não esconde: “Gosto da fama”. Por isso não se incomoda em distribuir autógrafos. Ao contrário. Faz psicoterapia há sete anos para resolver seu medo de um dia perder os dividendos do sucesso. “Tenho medo é de um dia sair de casa e não ser reconhecida”, afirma. Além das tradicionais sessões no divã, desde criança ela faz uma espécie de autoterapia. Sempre reserva parte do tempo livre para escrever um diário sobre as impressões que tem do mundo. Além da carreira, filhos e namorado, o principal tema das anotações é o tempo. “O tempo é faminto e me engole com todos os dentes”, escreveu a cantora, poucos anos atrás, sobre a roda-viva que vivia.

Fabrizia Granatiere

Com o advogado Marcelo Porciúncula, sete anos mais jovem, ela vive uma paixão há cerca de três anos

Daniela e os quatro irmãos foram criados num ambiente de conversa e liberdade. A mãe, Liliana, 60 anos, é assistente social, e o pai, Antônio Abreu, 70 anos, engenheiro mecânico, acabou aposentando-se como corretor de imóveis. Três de seus irmãos trabalham com a cantora. O único que fugiu da dinastia foi Marcos Antônio, o mais velho, que tornou-se publicitário. Depois dele, na seqüência cronológica, vem Cristiana, que é a empresária de Daniela. Dois anos mais nova que a cantora, está Vânia Abreu que também canta e, esporadicamente, tem projetos em conjunto com Daniela. Elas começaram a cantar na mesma época e da mesma maneira, nos bares da cidade. Mas as carreiras das duas tomaram rumos diferentes. Uma foi alçada nacionalmente, enquanto a mais nova continua buscando seu lugar ao sol. O caçula, Marcos, 30 anos, trabalhava como engenheiro mecânico mas, há dois anos, Daniela o convocou a trabalhar com ela como produtor. Quando pequeno, Marcos conta que era a vítima de chantagem da irmã em troca de favores. “Ela chegava cansada e pedia que eu fosse buscar suco ou sorvete. Em troca, ela me prometia um Buggy”, lembra. As promessas nunca foram cumpridas e Marcos tornou-se adulto sem nunca ter sido dono de carro algum dado pela irmã. “Já trabalhávamos juntos quando Dani voltou de uma turnê e me trouxe um fusca de pelúcia. Foi o meu prêmio de consolação”, diverte-se Marcos.

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