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Carreira

Entre a tela e a ribalta
Elizabeth Savalla volta a atuar em novela após cinco anos de ausência, mas não se afasta do teatro, sua maior paixão profissional

Paula Quental

Piti Reali
“Aos 27 anos achei que não tinha feito nada de importante da minha vida e que me faltava palco. Antecipei a crise dos 30”, diz Elizabeth

A atriz Elizabeth Savalla guardou uma dúvida por 25 anos. Até o fim do ano passado, ela não sabia por que, entre tantas candidatas, foi a escolhida para o papel de Malvina, uma das protagonistas da novela Gabriela, exibida pela Globo em 1975. A adaptação da obra de Jorge Amado foi um dos maiores sucessos da televisão brasileira e o ponto de partida da bem-sucedida carreira da atriz, hoje com 45 anos. “No teste, me fizeram repetir várias vezes o nome da champanhe Veuve Cliquot. A minha pronúncia nunca agradava, até que me enchi e perguntei se aquilo era teste ou aula de francês”, lembra. Só em dezembro de 1999, durante as gravações de um episódio de Você Decide, Elizabeth criou coragem e tirou sua dúvida com Walter Avancini, o mesmo que anos atrás a havia dirigido no tal teste. “Ele contou que me escolheu porque eu tinha sido malcriada. Queria alguém rebelde como a própria personagem.”

A Malvina tornou o belo rosto da atriz, emoldurado por um corte chanel, famoso no País. Nos dez anos seguintes, ela interpretou seguidos papéis na televisão, quase todos de protagonistas. Até que, aos 30 anos, passou a se dedicar ao teatro. Nos próximos dias, Elizabeth retorna à televisão, depois de cinco anos de ausência, com uma participação em O Cravo e a Rosa. Será a médica Iaiá, amante de Cornélio (Ney Latorraca). A última novela de Elizabeth, também na Globo, foi Quem É Você. De lá para cá, rodou o Brasil com a peça É!.., de Millôr Fernandes, que há um mês voltou ao cartaz em São Paulo.

DOIS CASAMENTOS A decisão de privilegiar o teatro, segundo a atriz, veio após uma crise pessoal. “Aos 27 anos achei que não tinha feito nada de importante da minha vida e que me faltava palco”, conta. “Antecipei a crise dos 30.” Na mesma época, separou-se do primeiro marido, o ator Marcelo Picchi, com quem teve os filhos Thiago, hoje com 24 anos, Diogo, 23, e os gêmeos Cyro e Tadeu, 20. A tevê lhe deixava pouco tempo para se dedicar à família. “Vivia deixando os meninos com as camareiras”, lembra. Querendo ou não, eles participavam da profissão da mãe: “A primeira vez que o Thiago mexeu dentro da barriga foi numa cena de beijo com o Ney Latorraca, em Anjo Mau. O chute foi tão forte que interrompemos a gravação”, ela conta.


Após a separação, um novo casamento. Desta vez com Camilo Áttila. É ele quem assina direção e cenários das peças produzidas pelos dois desde 1987, quando criaram a Companhia Savalla & Áttila. “Trabalhamos na cama, tomando café da manhã”, conta ele. “Mas quando ela entra no palco vive tanto a personagem que não adianta chamá-la pelo nome na coxia.” Áttila sabe que não pode competir com a paixão da mulher pelo teatro, que vem desde os 13 anos, quando ela viu Marília Pêra interpretar A Moreninha. Foi no Teatro do Sesc Anchieta, em São Paulo. “Fiz amizade com a bilheteira e vi a peça dezenas de vezes”, conta ela. Tanta paixão também levou Elizabeth a conseguir viver do palco. Ela tem patrocinadores fixos e já levou suas peças a mais de 150 cidades. “Outro dia um colega me criticou, dizendo que me apresento até para bugres. Para mim, isso é motivo de orgulho”, diz ela.

 

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