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Romance

A Chave
Autor japonês traz de volta trama erótica com qualidade

Neuza Sanches

Reprodução

Contar histórias de um casal que ocorrem entre quatro paredes é terreno arenoso. Principalmente quando o enfoque é sua atividade sexual. É tênue a linha divisória entre o erotismo banal de folhetins e a literatura de boa qualidade. Império dos Sentidos, de Nagisa Oshima, é um exemplo. Há quem o considere ainda hoje uma pornografia barata. Folhetinesca. Outros, porém, elevam o filme ao pódio da arte cinematográfica dos anos 70. A Chave (Companhia das Letras, 136 págs., R$ 21,50), do japonês Junichiro Tanizaki, arrisca-se nesse terreno. A obra trata das relações íntimas de um professor de universidade de meia-idade, que não consegue mais satisfazer as exigências sexuais da esposa, mais nova do que ele.

A crise entre os dois é desnudada nos diários que cada um mantém às escondidas do outro. Mas lidos por ambos em segredo. O drama se desenrola a partir dos desabafos do casal, sempre através das palavras escritas – nunca ditas face a face. Vira um jogo de esconde-esconde, de segredos e mentiras. A trama desemboca num triângulo amoroso que envolve uso de drogas e remédios, fotografias eróticas tiradas com a embriaguez da mulher e experiências sexuais vividas entre ela e um amigo. Tudo para alcançar o prazer máximo vindo de delírios da imaginação do professor.

As narrativas curtas provam que é possível dilacerar a vida de alguém sem delongas. Um mérito do autor japonês. A Chave tem todos os ingredientes para cair no fosso da banalização erótica. Consegue, porém, ficar ao largo de tudo isso. Conta ainda, em primeira pessoa, a cólera que cada um sofre numa relação a dois. Mais. Tanizaki manipula o leitor com maestria. Embaralha suas idéias ao ponto de levá-lo a ter as mesmas agonias dos protagonistas: as confissões nos diários são verdadeiras ou peças de um jogo armado entre marido e mulher? Com essa faceta, A Chave consegue ser um romance sério e escandaloso, que fisga o leitor mais exigente em relação a temas como esse. Erotismo epistolar nipônico

 

 

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