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Arte contemporânea

Rosas Rosa
O sertão de Guimarães Rosa é tema de
nove vídeo-instalações

Cristian Avello Cancino

Prensa Três / Reprodução
Universo visual de Guimarães Rosa: o autor de Grande Sertão: Veredas (no alto) é homenageado em exposição na Casa das Rosas, em São Paulo, que reúne trabalhos como o de Marcelo Dantas e Amélia Toledo, À Mesa com a Terra (à esq.), e de Lucila Meirelles e Evandro Carlos Jardim, Vertigem (acima).

“Quando nada acontece, há um milagre que não estamos vendo”, diz o grande mestre da prosa João Guimarães Rosa no conto “O Espelho”, do livro Primeiras Estórias. Algumas dessas frases de profundo teor metafísico perpassam as nove obras da mostra Rosas Rosa, na Casa das Rosas, em São Paulo. São vídeo-instalações, criadas em duplas por 18 artistas, que induzem a uma viagem sensorial em direção ao sertão de Guimarães Rosa, vasto universo povoado por jagunços, contadores de “causos”, animais com personalidade, etc. Para criar a mostra, os artistas não esqueceram essas personagens, mas ressaltam que a principal delas é o próprio sertão, espaço tido na obra roseana como medida da ação humana, que reflete em suas veredas as contradições de sua gente.

Logo na primeira sala, Rosas Rosa apresenta a instalação Vertigem, criada pela videoartista Lucila Meirelles e por Evandro Carlos Jardim. Lucila colou trechos de Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, com imagens captadas recentemente no sertão de Minas. Começa com a antológica cena de uma cabeça de boi morto, abandonada no meio de um descampado que lembra uma paisagem apocalíptica. Evandro Jardim complementa a sala com desenhos e anotações que fez quando viajava por Minas, do mesmo modo que fazia o escritor.

Em O Espelho, Beatriz Milhazes – conhecida pelo trabalho com mandalas – e Inês Cardozo projetam numa tela uma série de rostos que se metamorfoseiam em outros rostos. “Sobreabriam-se-me enigmas”, escreve Rosa quando descreve suas experiências com os espelhos. Aqui, na instalação, o mesmo acontece com o espectador mais atento. A obra de Amélia Toledo e Marcelo Dantas é das mais instigantes. Terra, feijão, pimenta, alho, diversos elementos táteis compõem a “paisagem” idealizada por ambos. Talvez essa seja a mais marcante das instalações porque convida ao lúdico. A exposição como um todo, aliás, é uma grande brincadeira com imagens, como Rosa brincava com as palavras. Ser tão sertão

Até 17 de setembro – Casa das Rosas – av. Paulista, 37 – São Paulo

 

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