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Um brincante no mundo do cinema

Alessandro Giannini

Divulgação
O ator Luiz Carlos Vanconcelos:
do palco para a tela grande

No teatro, ele interpreta o palhaço Xuxu há 23 anos. No cinema, foi Lampião e um fugitivo cheio de esperança. Fascinado pelo circo e treinado nos palcos, o ator Luiz Carlos Vasconcelos, 46 anos, volta a aparecer na tela grande. Agora, na pele de um corno. Em Eu Tu Eles, de Andrucha Waddington, ele faz o papel do jovem e sedutor Ciro. Há duas semanas em cartaz, o filme é recordista de aberturas no País, com mais de 120 mil ingressos vendidos no primeiro fim de semana em exibição.

Ciro aparece somente na terceira e última parte da trama. Surge como uma redenção para a vida difícil de Darlene (Regina Casé) e seus dois maridos, Osias (Lima Duarte) e Zezinho (Stênio Garcia). Tem pouca exposição, mas dá o seu recado.

Nascido em Umbuzeiro, cidade no interior da Paraíba, Vasconcelos tem intimidade com o tipo que interpreta. “Conheci muito bem o Ciro”, diz ele. “Vi muitos como ele nas feiras do interior.” Sua origem e o forte sotaque nordestino o ajudaram a compor o terceiro marido de Darlene. A ponto inclusive de transformá-lo em uma espécie de “treinador de sotaques” para o resto do elenco.

A relação de Vasconcelos com o cinema parece antiga. Mas é muito recente. Quem o descobriu para a tela grande foi a dupla de diretores Paulo Caldas e Lírio Ferreira. Estavam em busca de alguém para interpretar o cangaceiro Lampião em Baile Perfumado (1997). Encontraram-no quando foram assistir a um dos espetáculos do grupo Vau da Sarapalha, que o ator ajudou a fundar e do qual ainda faz parte. Ao final da apresentação, aproximaram-se e disseram: “Encontramos o nosso Lampião!”.

“A princípio, não aceitei o convite”, relembrou. “A idéia de filmar me causava pânico, era quase dolorosa.” Mas depois de muita insistência da dupla de diretores, Vasconcelos venceu o medo e acabou cedendo. Sua interpretação do cangaceiro Lampião em Baile Perfumado está entre as melhores que o cinema brasileiro registrou, avaliação ratificada pelo prêmio de melhor ator coadjuvante da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).

Um ano depois, veio o convite de Walter Salles. O diretor de Central do Brasil o queria para o papel de um presidiário que aceita matar um velho companheiro de crimes em troca de liberdade. Era um dos personagens principais de O Primeiro Dia, co-produção com os franceses do Canal Plus, parte de um projeto que tinha como premissa retratar histórias da passagem para o ano 2000 em várias partes do mundo. “Foi a partir desse filme que eu comecei a me sentir mais à vontade com a câmera”, avalia Vasconcelos. “Diminuí a intensidade da interpretação.”

A experiência com Salles lhe rendeu dividendos. Tanto que a parceria com o cineasta vai ser reeditada em Abril Despedaçado, filme que está sendo rodado no interior da Bahia. Inspirado em romance homônimo de Ismail Kadaré, vai contar uma história de traição ambientada em um circo mambembe nos anos 10.

No filme, Vasconcelos vai voltar às origens. Seu papel será o do palhaço Salustiano, que percorre o interior do País apresentando-se com uma companheira mais jovem. “É um brincante que leva alegria para as pessoas mais humildes”, descreve ele. “Foi um presente que eu recebi de Waltinho.”

A razão de tanta alegria tem origem na forma como Vasconcelos entrou em contato com o mundo artístico. Foi freqüentando os circos que passavam pela sua cidade natal. Os espetáculos misturavam números tipicamente circenses com pequenos esquetes teatrais. “Ficava fascinado com aquela gente que uma hora estava vestida de palhaço e logo depois aparecia interpretando outro personagem.”

Vasconcelos deve encerrar sua participação no filme até o final de setembro. Data a partir da qual vai voltar suas atenções exclusivamente para o teatro e seu estudo de interpretação. Apesar da grande quantidade de convites que tem recebido para continuar fazendo cinema, ele quer se concentrar em seu projeto pessoal. “Fico lisonjeado com tanta atenção”, diz. “Mas agora preciso chefiar a mim mesmo, tenho que manter o rigor e não descuidar de minha rota.”

 

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