CAPA
 ÍNDICE
 BASTIDORES
 ENTREVISTA
 URGENTE
 IMAGENS DA  SEMANA
 DIVERSÃO & ARTE
 MODA
 AGITO
 ACONTECEU
 TRIBUTO
 CELEBRIDADE
 TESTEMUNHAS DO  SÉCULO 
 EXCLUSIVAS
 INTERNET
 CLICK
 BUSCA


Foco

Eleição 2000: de Clinton ao forró

Adriana Barsotti e Paula Alzugaray

Divulgação

No Rio, Conde globalizou a campanha

Em São Paulo, Marta faz sambão
Maluf tem trilha e iluminação dramáticas

A globalização, quem diria, chegou ao horário eleitoral gratuito no Rio. Na disputa pelo voto do eleitorado carioca, Bill Clinton, o rei Juan Carlos e o papa João Paulo II entraram no corpo a corpo. Candidato à reeleição pelo PFL, o prefeito Luiz Paulo Conde exibiu imagens dos três durante as visitas que fizeram ao Rio para provar que a cidade tem condições de receber “autoridades”. Leonel Brizola (PDT) não globalizou, mas nacionalizou sua campanha. Esqueceram de avisar ao pedetista que a disputa não é pelo Palácio do Planalto. Ele gasta seus parcos minutos na tevê atacando FHC.

Fã da matemática, César Maia (PTB) testa a paciência do telespectador com percentagens e estatísticas. A petista Benedita da Silva prefere lançar mão dos jingles. Uma versão do hit “Popozuda do Planeta” enaltece os atributos — não os físicos — da vice-governadora. A tarefa mais inglória cabe a Ronaldo Cézar Coelho (PSDB). Ele é o único a defender FHC. Em São Paulo, os clipes musicais deram o tom que deverá reger as campanhas à prefeitura na televisão até 27 de setembro. Marta Suplicy (PT), empenhada em difundir a imagem da volta por cima, caprichou seu melhor sorriso ao som de um sambão para tentar levantar a moral geral. Luiza Erundina (PSB) relembrou com saudosismo sua formação política no sertão da Paraíba e os méritos de sua gestão como prefeita de São Paulo. Tudo arrematado por um sambinha singelo. O esforço em “rejuvenescer” a imagem do ex-delegado Romeu Tuma (PFL) com uma versão de um hit pop dos anos 80 passa um pouco da conta.

Paulo Maluf (PPB) carregou em uma trilha de suspense como ambientação para uma linha de campanha baseada em programas populares sobre violência urbana, no gênero Linha Direta. O candidato se valeu até da reconstituição de crimes, aparecendo em seguida, posando de benfeitor. Mais sóbrio, o vice-governador tucano Geraldo Alckmin investe na linha “cabeça no lugar”. Fernando Collor (PRTB) entrou na campanha na sexta 18 desafiando a memória política do paulistano, convidando-o a “julgá-lo”. Finalmente, o folclore este ano parece ficar por conta de Zé de Abreu (PTN), que lançou-se em um clipe de forró com letra provocativa que chama Marta de madame e Tuma de “dotô”.

 

 

 Cinema
Bilheteria
Livros
Música
Televisão

Fique de olho

No Ibope
Exposição


| ISTOÉ ONLINE | ISTOÉ | DINHEIRO | PLANETA |ÁGUA NA BOCA |EDIÇÕES ANTERIORES | ESPECIAIS |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE |
© Copyright 1996/2000 Editora Três