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Minissérie

Aquarela do Brasil
Lauro César Muniz conta a história da era de ouro do rádio

Divulgação

Thiago Lacerda (à esq.) e Maria Fernanda Cândido: o galã do momento e a mocinha da moda

Neuza Sanches

Histórias sobre romances que ocorrem durante a Segunda Guerra Mundial formam filão bastante explorado pelas produções cinematográficas de Hollywood. Aquarela do Brasil, de Lauro César Muniz, e direção de Jayme Monjardim, tem a pretensão de ser a versão brasileira dessas realizações. A minissérie em 68 capítulos conta a história da ascensão de uma cantora do rádio, Isa Galvão, na pele de Maria Fernanda Cândido. Tem como foco um triângulo amoroso entre ela e dois jovens que vivem as agruras dos anos 40, o Capitão Hélio (Edson Celulari) e o pianista Mário (Thiago Lacerda).

Mas a pretensão maior da produção brasileira é apresentar um painel da música popular brasileira na era de ouro do rádio. Época, aliás, em que o País ainda não conhecia a televisão, que só chegou aqui em 1950. Para isso, o autor de folhetins eletrônicos traz em seu romance imagens reais e inéditas de documentários de época, como aqueles que se viam nos cinemas, em que se noticiavam as estratégias dos países aliados contra a força alemã de Hitler.

Afora esses brilhantes momentos, é bem provável que Aquarela do Brasil caia no lugar comum dos romances folhetinescos. A dica foi dada. Não por menos, os papéis dos protagonistas foram dados ao galã do momento – Thiago Lacerda – e à mocinha da moda – Maria Fernanda Cândido –, ainda na memória dos telespectadores como Matteo e Paola, de Terra Nostra, de Benedito Ruy Barbosa. Mas isso pode ser um detalhe.

O telespectador pode aproveitar o argumento para ver imagens de pracinhas brasileiros indo para a guerra e interpretações ímpares de atores de primeira linha do teatro brasileiro como Marco Ricca, Bete Mendes, Nicete Bruno, Othon Bastos e Sebastião Vasconcellos. E muitas músicas da era de Herivelto Martins, que virou imortal com “Ave Maria”. Aquarela do Brasil é uma produção suntuosa. Cai como uma luva num horário em que o menu televisivo é modorrento para os telespectadores ávidos por uma distração de fim de noite. A um passo do lugar comum

 

 

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