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Bratke e a “fogueira de vaidades”

Paula Azulgaray

L. C. Leite/AE
Bratke: “O novo presidente do conselho da Bienal vai ser o Jorge Wilheim”

Os 30 mil m2 do Pavilhão da Bienal não foram suficientes para abrigar os egos de Edemar Cid Ferreira, Luiz Seraphico, Carlos Bratke, Ivo Mesquita, Milu Villela, Jens Olesen, Pedro Corrêa do Lago, Stella Teixeira de Barros e Pedro Paulo de Sena Madureira. Até o final de julho, o grupo comandava a Fundação Bienal. Hoje, porém, a instituição está desfalcada do presidente do conselho, Seraphico, dos vice-presidentes, Milu Villela e Jens Olesen, e de outros seis conselheiros que se afastaram há um mês.

As brigas se acirraram em maio, quando o presidente da Fundação, o arquiteto Carlos Bratke, anunciou que a realização da 25ª Bienal seria adiada para 2002. Isso provocou a demissão do curador Ivo Mesquita, que logo depois foi reempossado. O próprio Bratke ameaçou renunciar ao cargo, mas depois, em 7 de agosto, garantiu o posto em uma eleição convocada em caráter extraordinário. No calor da crise, o presidente da Fundação Bienal foi chamado de “autoritário, intempestivo e incompetente” por Seraphico e respondeu acusando-o de querer dar um “golpe” para lhe tirar o poder. Na semana passada, Bratke recebeu Gente em seu escritório e, além de distribuir farpas contra seus “adversários”, anunciou que o próximo presidente do conselho, cuja eleição está marcada para o dia 28, deverá ser o arquiteto Jorge Wilheim.

A seu ver, qual o mote de toda essa briga?
É muito difícil analisar a alma humana. É muito difícil compreender porque algumas pessoas resolvem transformar alguns fatos. Tudo para tomar o poder. A vaidade se sobrepõe à lógica, por isso chamo o que acontece de fogueira de vaidades.

O que aconteceu?
Fui muito atacado pelo Seraphico. Foi uma agressão gratuita contra mim, motivada pelo fato de essa pessoa ter se insurgido contra a Associação 500 Anos pensando que eu o apoiaria.
O Seraphico é uma pessoa que por onde passou causou confusão. É um aposentado que não tinha nada que fazer, vivia na Bienal fazendo intriga. Ele queria atingir a figura do Edemar Cid Ferreira.
Cid Ferreira está sendo acusado pelo jornalista Claudio Tognoli de tê-lo ameaçado de morte.
Até acredito que o Edemar tenha ligado para ele, mas não sei se ele seria capaz de ameaçar alguém assim.

Quem é o seu favorito para ocupar a presidência do conselho?
O novo presidente vai ser o arquiteto Jorge Wilheim. Temos cerca de 31 conselheiros que já aderiram ao nome dele.

E quanto ao afastamento de Milu Villela e Jens Olesen?
O Seraphico renunciou para não ser deposto. A Milu e o Jens Olesen, insuflados por Seraphico, tramaram um golpe para me derrubar. Sofri um processo de intimidação por parte do sr. Olesen, que me chamou ao seu escritório e me trancou numa sala. Ele gritava comigo.

O que ele dizia?
Ele dizia uma série de impropérios, falava que eu estava dando muita colher de chá para o Edemar. Nunca sofri algo assim.

Pretende reatar com eles?
Com todos com quem briguei. Gosto muito da Milu. Antes de ser presidente, era amigo de todos eles, tanto que fui eleito por unanimidade.

 

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