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Debate multicultural

Paula Azulgaray

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“Sou”, de Jorge Velarde.

Na ausência da Bienal Internacional de São Paulo – cuja comemoração do cinqüentenário foi adiada para 2002 – duas mostras preenchem parcialmente a lacuna, trazendo à cidade um panorama da arte contemporânea brasileira, equatoriana e africana. Diálogo – Arte Contemporânea Brasil/Equador, no Memorial da América Latina até 18 de setembro, propõe um encontro entre os dois países estabelecendo uma teia de relações entre os trabalhos de 23 artistas. A exposição procura mostrar afinidades que surgem em meio à variedade de culturas, técnicas, estilos e gerações.

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Escultura de Luiz Zerbini

A auto-observação e o questionamento da identidade são temas explorados tanto pelos brasileiros Luiz Zerbini e Hudinilson Jr., quanto pelo equatoriano Jorge Velarde. Zerbini produz esculturas e fotografias de “clones” de si mesmo, enquanto o pintor Velarde, em seu tríptico “Sou”, se auto-representa impossibilitado de ver, falar ou escutar.

Por outro lado, as “Paredes Pinturas” de Mônica Nador — um mixto de happening, pintura efotografia, em que a artista oferece máscaras de motivos ornamentais a moradores da periferia de São Paulo para que adornem suas casas – dialogam com as foto — instalações de Lucía Chiriboga, que “projeta” imagens contra paredes criando santuários imaginários. Nessa discussão coletiva entre esculturas, pinturas e fotografias surgem também dissonâncias. Se os brasileiros tendem de maneira geral à busca da síntese — como a “Biblioteca” de José Spaniol, caixas minimalistas com seis buracos projetados para seis livros –, os equatorianos estendem-se num discurso mais rebuscado, retido em referências literárias ou carregado de sentidos literais. Como a escultura de Manuela Ribadeneira, uma planta urbanística da cidade de Quito confeccionada em tecido vermelho – remetendo a um sistema circulatório – que sai de dentro de um baú. O objeto responde – literalmente – à pergunta feita no título: “A cidade abriga?”.
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África no Sesc Pompéia: fotografia de Mthethwa e imagem do vídeo “Sobriety, Obesity, Growing Old”, de Kentridge

PRIMITIVO E TECNOLÓGICO A comunicação entre culturas também é a marca da Mostra Africana de Arte Contemporânea, que reúne instalações de vídeo, CD-ROM e fotografias de sete artistas do continente. A tônica da exposição — organizada pela Associação Cultural Vídeo Brasil, com curadoria do crítico de arte sul-africano Clive Keller — é o resgate da “identidade múltipla” da África, reunindo formas de expressão sempre pontuadas pela evolução tecnológica. Na área de convivência do Sesc Pompéia, instalados dentro de containers de alumínio até 17 de setembro, cada artista expressa de uma maneira sua visão de integração entre o primitivo e o tecnológico.

De cunho autobiográfico — como as performances da sul-africana Tracey Rose —, fotojornalístico — como o vídeo de Zwelethu Mthethwa, que registra um ritual de cura —, ou ficcional — como os filmes de animação de William Kentridge—, os trabalhos comprovam a preocupação permanente dos artistas africanos em manipular e atualizar os elementos mais marcantes de sua história — de guerras civis e violência racial à transição política.

 

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