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Zeca Camargo dá o pulo do gato
Ex-professor de dança da primeira-dama Ruth Cardoso, o apresentador dá autógrafos na rua e negocia salto salarial para R$ 60 mil, cifra de primeiro escalão na Globo. Tudo por comandar o No Limite, sucesso de audiência na tevê

Gustavo Maia

Divulgação
Zeca Camargo segura o anel dos quatro elementos, motivo da batalha entre a equipes Sol e Lua, que mobilizam, todos os domingos, 28 milhões de telespectadores. O programa rende uma média de 48 pontos no Ibope para a Rede Globo. “Não esperava tanto sucesso”, diz.

Há um ano ele ensaiou seu pulo do gato. Gravou três pilotos de um programa com entrevistas e notícias de interesse do mundo juvenil. Mas tropeçou em dois pesos-pesados desse universo: Serginho Groissman e Luciano Huck, recém-contratados pela Rede Globo e com o mesmo objetivo.

Desse primeiro round, o vitorioso foi o ex-apresentador do H da TV Bandeirantes, que hoje comanda o semanal Caldeirão do Huck. Mas o repórter e editor-chefe do Fantástico em São Paulo ficou com a melhor. Zeca Camargo, 37 anos, chega ao topo de sua carreira à frente de No Limite, fenômeno de audiência da televisão brasileira. “Foi uma surpresa. Não esperava esse sucesso todo”, diz Zeca.

O programa, que exibe a realidade dantesca de 12 participantes atrás do prêmio de R$ 300 mil, é visto por 28 milhões de telespectadores, 3,5 milhões só da Grande São Paulo. Mantém média de 48 pontos de audiência e 54 de pico, como foi constatado no domingo 13. O sucesso, desde que está no ar há um mês, refletiu na carreira do anfitrião do programa. Zeca Camargo está em franca negociação com a emissora. Seu contrato no Fantástico termina em um ano. Seu salário ensaia o acréscimo de algumas cifras. Poderá saltar do atual patamar de R$ 20 mil para R$ 60 mil por mês, cachê do primeiro time de globais do jornalismo como William Bonner, âncora do Jornal Nacional. Mais. Hoje, ele não tira o pé de seu apartamento em São Paulo sem ser assediado pelo público. “Antigamente eu conseguia conversar com os fãs”, diz Zeca Camargo. “Agora não dá mais, pois aglomera muita gente e vira tumulto”, diz. “Está bem chato ser irmão do Zeca, porque muita gente pergunta dele nas ruas”, diz Luís Carlos Camargo, um dos dois irmãos de Zeca.

O programa tinha sido criado para ser um quadro do Fantástico. Mas, analisando o sucesso do gestor americano Survivor, a direção da emissora decidiu transformá-lo num semanal. E foi feito. Por ser editor-chefe e repórter do Fantástico, Zeca Camargo se envolveu com a produção da nova empreitada até o dentes. Conheceu como ninguém os candidatos, os prováveis cenários e a versão americana. No Limite tinha sido criado sob medida para o horário das dez do domingo. E Zeca Camargo se encaixou perfeitamente ao modelo necessário de apresentador: garantia empatia com o telespectador, tinha espírito jovem e ainda conhecia os macetes da televisão como poucos. “Nós participamos de todas as etapas, da seleção dos candidatos à prova final”, diz.

RUMO À IRLANDA Agora, o lado profissional está melhor do que nunca. Mas a vida pessoal, nem tanto. Isso porque Zeca não pode mais ir a um supermercado, padaria ou tomar seu habitual café preto forte no bar próximo ao seu apartamento nos Jardins, bairro nobre da metrópole, sem ter meia dúzia de pessoas em seus calcanhares. Com uma população duas vezes maior que Portugal em seu encalço para descobrir o vencedor de No Limite, Zeca só teve uma saída: deixar o País por dez dias, tempo suficiente para irem ao ar os últimos capítulos do programa. “Agora que as gravações terminaram, vou para a Irlanda”, diz. “Quero sair de circulação.”

 

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