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Justiça

Vitória dos Senna
Exames de DNA negam que Victória seja filha de Ayrton Senna e confirmam outras três baterias de testes realizadas antes do caso chegar aos tribunais

Luís Edmundo Araújo

Luiz Vidal / O Dia (foto maior)
SIPA PRESS ( menor)
Marcella Praddo chega ao laboratório Genealógica, no Rio, onde sua filha, Victória, se submeteu ao teste de DNA. O exame revelou que a menina não é filha de Ayrton Senna

Na quinta-feira 10, a ex-modelo Edilaine Gonçalves, 32 anos, chorou ao saber, lendo os jornais, que o resultado do exame de DNA para tentar provar que Ayrton Senna é o pai de sua filha Victória, 6, dera negativo. Esta, porém, não foi a primeira decepção de Edilaine, conhecida pelo nome artístico de Marcella Praddo. Antes do início da batalha judicial entre a mãe de Victória e a família de Senna, em novembro de 1999, três baterias de exames de DNA já haviam sido realizadas. Em todos, o resultado foi negativo.

A briga só foi parar na Justiça diante da insistência de Marcella em afirmar publicamente que Senna era o pai de sua filha, mesmo depois dos três laudos negativos. No dia 4 de novembro do ano passado, o pai do piloto, Milton Guirardo da Silva, entrou com uma ação na 5ª Vara de Família do Rio de Janeiro para tentar provar que Victória não era sua neta. Marcella reagiu 18 dias depois, entrando com uma ação na mesma vara para provar o contrário.

Os resultados dos exames apenas confirmaram o que algumas contradições já previam, diz um amigo da família Senna. Quando a menina nasceu, em 1993, Marcella afirmou que o bebê era prematuro. Mas o peso de Victória – 3,6 quilos – sempre soou estranho para os Senna. “Nenhuma criança prematura nasce com esse peso”, diz o mesmo amigo. Sustentando tal versão, era possível para a modelo conciliar a data do início de seu romance com o piloto com o começo da gravidez. Afinal, entre as provas de seu relacionamento com Senna, ela guardava fotos dos dois juntos e cartas datadas remetidas pelo piloto. A família Senna acredita que Victória seja filha do empresário Rogério Oliveira, pai do filho mais velho de Marcella, Luiz Felipe, 9 anos.

TRISTEZA Embora a Justiça ainda não tenha se pronunciado sobre o resultado, um especialista que acompanhou os testes no laboratório Genealógica, em Botafogo, confirmou à Gente a negação de paternidade. Desde que leu a notícia na imprensa, a ex-modelo procurou se isolar. Deixou de ir ao comitê de campanha para a reeleição do vereador carioca José Moraes, na Barra da Tijuca, onde trabalha, e parou de levar a filha à escola, no Colégio Santo Agostinho, também na Barra, onde mora com os filhos. “Ela disse que estava muito triste”, disse Eduardo Homem de Carvalho, padrinho do casamento da ex-modelo com o apresentador Fernando Vanucci, que conversou com Marcella por telefone ao saber do resultado. A mãe de Marcella, Damiana, disse a uma amiga que, de certa forma, sentia-se aliviada: “Minha neta não precisará andar com seguranças. O importante é que sabemos que ela é filha do Senna”.

O advogado Emmanuel Francisco Viegas promete reagir. Já anunciou que vai pedir a exumação do corpo de Ayrton Senna com o argumento de que somente a partir dos restos mortais do piloto se poderia chegar a um resultado preciso de um exame de DNA. Além de Emmanuel, Marcella tem sido orientada pelo pastor João Freitas, da Assembléia de Deus da Barra da Tijuca, igreja que passou a freqüentar há três anos. Era João quem dirigia o carro que levou a mãe de Victória para a coleta de amostras de sangue e saliva para o exame de DNA, dia 15 de julho, no l aboratório Genealógica, indicado pela Justiça.

A última cartada de Marcella Praddo não tem muitas chances de sucesso. O pedido de exumação do corpo de Senna dificilmente será aceito pela Justiça. Aliás, já foi negado uma vez, no início do processo. “A margem de erro nesses exames é quase zero”, diz o biólogo Rodrigo Moura Neto, responsável pelo Laboratório Genealógica. Proibido pela Justiça de revelar o resultado, ele considera inútil a exumação do corpo de um suposto pai se os seus pais estiverem vivos. Um herdeiro, explica o biólogo, recebe metade dos genes da mãe e a outra metade do pai. Seu filho, conseqüentemente, herdará a metade de seus genes. Necessariamente, portanto, um neto tem que apresentar genes coincidentes com os do avô ou da avó. “Se os genes de uma criança não tiverem nenhuma coincidência com os dos avós, também não vão ter com os do pai”, diz o biólogo. Outros dois exames foram realizados extra-judicialmente. Um na Unicamp, indicada pela família Senna, e outro no laboratório Gene, em Belo Horizonte, este escolhido por Marcella Praddo. Ambos também teriam dado negativo.

Os exames dos irmãos de Ayrton
Ricardo Giraldez   Régis Filho
 
Viviane e Leonardo Senna se encontraram com Victória em 15 de julho, no laboratório Genealógica, em Botafogo, para a coleta das amostras de saliva e sangue para o exame de DNA. Naquele dia, os dois trataram a menina com afeto. Porta-voz informal da família, Viviane não quis se pronunciar sobre o resultado, alegando que está proibida pela Justiça de falar. Em entrevista à Gente, na edição de 29 de novembro, Viviane afirmara que já tinha “chegado o momento de preservar a imagem de Victória”.

 

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