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Música

Elza com pique total
Elza Soares faz show sofisticado, queixa-se de estar sem gravadora e apresenta o namorado, o músico Israel, 41 anos mais novo que ela

Paula Quental

Helcio Toth
“Nem todo mundo que cai levanta, só os poderosos. Não me iludo. A gente pode ir dormir com fama e acordar com fome”, afirma a cantora

Ao longo da inconstante carreira, Elza Soares se acostumou a viver altos e baixos. Sua vida pessoal foi marcada por tragédias como a morte em 1986, do filho de 9 anos, com o craque Mané Garrincha, o que a levou a se exilar nos Estados Unidos por quase uma década. Mas, tal qual a personagem de “Mulata Assanhada”, música de Ataulfo Alves e um dos seus grandes sucessos, ela aprendeu a dar a volta por cima. “Só os poderosos conseguem. Porque nem todo mundo que cai se levanta”, ensina a diva do samba, aos 63 anos. Hoje, Elza, com certeza, está num dos seus grandes momentos. Está em cartaz em São Paulo com o show muito apropriadamente intitulado Dura na Queda, que também é o nome da música composta especialmente para ela por Chico Buarque. Foi eleita no ano passado uma das melhores cantoras do milênio pela emissora BBC de Londres e vive um romance com o músico Israel, de 22 anos.

Elza não poupa elogios ao novo namorado. “Ele é um excelente percussionista, compositor, bailarino, desfila como modelo e ainda por cima é lindo, não acha?”, pergunta, mostrando o tímido rapaz, aparentemente incomodado com o interesse da imprensa por ele. Israel, que não adota artisticamente o sobrenome, nasceu no Rio de Janeiro e foi aos quatro anos morar em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde seu pai, Luís Ferreira, é dono de uma casa noturna especializada em música brasileira. Resolveu voltar para o Brasil, no ano passado, por causa de Elza. “Nunca pensei que ele viesse para cá. Achei que faria sua carreira lá mesmo, mas ele veio”, diz ela. Israel se apaixonou pela cantora depois de vê-la pela televisão no show em comemoração aos 500 anos do Brasil.

“Meu namorado é
excelente percussionista,
compositor, bailarino e ainda
por cima é lindo’’

Elza Soares

Os dois já se conheciam antes. Há quatro anos, quando Elza se apresentou em temporada em Los Angeles, foi apresentada a Israel e ao pai. Mesmo falando mal o português, o músico consegue dizer que a relação dos dois é séria e que não dá a mínima importância para a diferença de idade. É Elza quem se expressa pelos dois: “Uma boa cabeça e um bom corpo podem tudo.” Ao ser perguntado se estão morando juntos no apartamento da cantora em Copacabana, no Rio, Israel responde, com sotaque e um risinho meio sem graça: “mais ou menos”. Ele é carinhoso e romântico com Elza, e a chama de “my life”.

DE SALTO QUINZE Se é por causa do novo amor ou não, certo é que Elza Soares anda cheia de gás. Continua usando seus saltos 15, mesmo depois do tombo do palco de três metros de altura durante show no Metropolitan, no Rio, em setembro do ano passado. No acidente, ela sofreu fratura de duas vértebras. “Fiquei boa, mas não dou minhas caminhadas como antes”, diz. O atual show, dirigido por José Miguel Wisnik e Gringo Cardia, será apresentado também em Londres em novembro. Na Inglaterra, desde o ano passado, por causa da escolha da BBC, Elza é notícia. Ganhou páginas em jornais e revistas. Também apareceu em cartazes espalhados por Londres e até em outdoors. Mas, bem ao seu estilo, não liga muito para o título dado pelos ingleses: “Fama? Não me iludo. A gente pode ir dormir com fama e acordar com fome.” Apenas lamenta que no Brasil não se tenha dado nenhuma importância ao fato. “O Brasil é que foi premiado. Mas o gigante adormecido não sabe de nada. A gente precisa dizer: Brasil, criança, acorda!”

Elza acredita que a qualidade de Dura na Queda vai chamar a atenção de uma gravadora para que ela possa gravar um novo CD. Isso mesmo, uma das vozes do milênio está neste momento sem gravadora, depois de já ter passado por várias delas. No ano passado Elza gravou de forma independente o disco ao vivo Carioca da Gema. “Adorei fazer aquele disco porque pela primeira vez eu dirigi, produzi, cantei, fiz tudo. Acabou ficando um trabalho com mais alma, mais coração”, diz Elza. Mas agora, ela quer algo mais sofisticado, à altura do apuro técnico do show – mas para ser gravado em estúdio, não ao vivo. “Não estou ansiosa. O trabalho é de primeiríssima e eu sei que vai aparecer automaticamente alguém interessado em gravar”, diz.

 

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