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Com cara e coragem
Em ótima fase no O+ da Rede Bandeirantes, Otaviano Costa namorou atendentes do McDonald’s para se alimentar, teve paixão por Angélica e diz que não tem a fome de sucesso e dinheiro de seu antecessor Luciano Huck

Rodrigo Cardoso

Beto Tchernobilsky
“Sozinho em São Paulo, eu namorava as atendentes do McDonald’s para
ganhar um lanchinho”

O casal de engenheiros Osvaldo e Elisabeth Costa, de 48 e 47 anos, comemorava em julho passado os 28 anos de casamento com férias em Salvador, depois de um ano puxado em Cuiabá, no Mato Grosso, onde vivem. Num passeio de táxi pela orla, Elisabeth viu uma tenda do programa H, na época apresentado por Luciano Huck, na Rede Bandeirantes. Voltou-se para o marido e disse: “Ano que vem estaremos ali dentro”. Osvaldo percebeu que a mulher se referia ao filho, Otaviano Costa, repórter do Domingão do Faustão, cujo maior sonho era se tornar apresentador. Mas não deu crédito à intuição materna. Dois meses depois, ela se confirmou. Aos 26 anos, Ota, como é conhecido, soube que o pai, sempre contido, havia chorado. “Liguei para avisá-lo que tinha sido contratado. Quando terminamos de falar, minha mãe o surpreendeu, chorando e dizendo: ‘Ele conseguiu, meu Deus!’.” Ao terminar esse relato a Gente, Otaviano interrompeu a entrevista e chorou. “Desculpa, mas é que meu pai nunca havia demonstrado o que sentia.”

Otaviano, ao contrário do pai, não esconde sentimentos e anda esbanjando felicidade. A dois meses do término de seu contrato com a Bandeirantes, ele já foi procurado pela emissora para renová-lo. Seu salário, estimado em R$ 8 mil, será reajustado. O aumento se deve à audiência média de seu programa, rebatizado de O+, que hoje é de quatro pontos e agrada à emissora. A cota de merchandising (inserções diárias de publicidade) está preenchida até o próximo mês. “Não sei vender como o Luciano Huck. Sou filho de turco, mas meu negócio é dentro do estúdio”, diz Otaviano.

Quando entrei, disse para não exigirem que eu fosse igual a ele. Não tenho fome de sucesso e dinheiro. Busco a plenitude.” Mesmo sendo um sucesso, o programa de Otaviano vai mudar. A apresentadora Sabrina, ex-MTV, terá um programa jovem na emissora, parecido com o O+. “Vamos voltar o nosso programa para a família e não só para o adolescente”, explica Cacá Marcondes, diretor do O+. Mais novidades estão por vir. Mês que vem Otaviano inaugura uma home page e, em setembro, estréia um programa de rádio com duas horas de duração, na Band FM.

NAMORO e LANCHE O apresentador anda rindo à toa. Está decorando o apartamento, no Morumbi, em São Paulo, comprado há dois meses. E seus olhos brilham diante de Janna Palma, modelo de 17 anos, há cinco meses sua namorada. “O Tá me chama de neném e me dá conselhos”, conta ela. “Às vezes, me troca pelo videogame. Quando peço sua atenção, ele diz: ‘Espere aí, amor, o jogo está acabando’.” É por insistência da namorada que, há 20 dias, ele malha diariamente. “Levei uma dura da Janna porque algumas dobrinhas estavam aparecendo no vídeo”, diz ele.

Por causa da altura, 1,90m, Otaviano deixou Cuiabá para jogar vôlei, em São Paulo. Selecionado para integrar o time do Banespa, chegou com 14 anos, morou no alojamento de ginásio poliesportivo em Santo Amaro. Sempre independente, ele teve a permissão dos pais para viajar sozinho depois de uma grande confusão. Enquanto treinava no time da escola, descuidou dos estudos e perdeu o semestre. De castigo a mãe mandou-o para a fazenda da família trabalhar com os peões. Ele foi, voltou depois de um mês e convenceu os pais a deixá-lo viajar sozinho.

Em São Paulo aventuras e desventuras não foram poucas: foi assaltado oito vezes e, apesar da mesada dos pais, para se alimentar namorava atendentes da rede McDonald’s. “Ficava de plantão até às 23 horas, esperando elas saírem. Daí era só falar: ‘Oi, meu amor. Tem um lanchinho aí para gente?’.” Nessa fase, já tinha deixado o time do Banespa e morava em uma pensão na região dos Jardins. Foi lá que transou pela primeira vez. Dois anos mais velha, a parceira era sua vizinha de quarto e o arrastou para cama. “Não entendi o que tinha acontecido e só quando voltei ao meu quarto, senti desejo. Ela me ligou e perguntou se eu tinha gostado. Quando ia responder, me contou que transara comigo, mas já estava grávida. Aí sumiu o tesão”, lembra.

Antes de Janna, Otaviano namorou por quatro anos uma garota de Cuiabá. Achou que fosse casar, mas deixou a menina pela carreira. Em 1994, trabalhava como ator no programa de Angélica e viveu um amor platônico pela loirinha, que nunca soube da paixão. “Transferi para ela o que tinha sentido por uma modelo”, ele explicou. Janna, a paixão atual, diz não ter ciúmes. Nem mesmo de Joana Prado, a Feiticeira, companheira de palco de Otaviano. “No começo, só ficava observando os dois. Depois, brincando, comecei a pegar no pé. Hoje, ele entende o recado”, diz ela.

No palco com Joana
Se na televisão, Otaviano aparece provocando a sensualidade da feiticeira Joana Prado, nos bastidores o clima entre os dois é de pura camaradagem. Eles são parceiros afinados e gostam de trabalhar juntos, mas nunca existiu namoro entre eles. “Otaviano é batalhador, um grande profissional e um amigão. Adoro esse cara”, diz Joana.


Foto: Divulgação

 

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