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Educação

Brincando com a lei
A artista plástica e advogada Denise Saraiva lança série de livros em quadrinhos que ilustram o Código Penal Brasileiro

Gustavo Maia

André Durão
Denise e seus livros: “Não tinha nada mais difícil do que aquele livro enorme com aquela capa preta”, diz

Em 1993, a artista plástica Denise Cardia Saraiva, 37 anos, cursava a faculdade de Direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Formada em jornalismo desde 1983, conheceu a carreira das leis como assessora de imprensa da Delegacia Regional do Trabalho. Nos intervalos do trabalho, apreciava desenhar. Certo dia foi surpreendida pelo patrão. Em vez de puni-la, deu-lhe uma missão especial: ela foi encarregada de produzir uma cartilha animada sobre os direitos e deveres do trabalhador doméstico. A publicação em quadrinhos teve distribuição gratuita e esgotou-se em poucos dias.

Satisfeita com a receptividade da cartilha no meio acadêmico, a aspirante a advogada resolveu facilitar a vida dos estudantes de direito. O alvo da brincadeira foi o Código Penal. “Não tinha nada mais difícil do que aquele livro enorme com aquela capa preta”, conta Denise. Na sala de aula, à medida que os artigos eram explicados, ela fazia um desenho ilustrando a situação, com Marquinhos e Caio, protagonistas das histórias em quadrinhos. Nas situações narradas, Marquinhos é o contraventor e Caio, a vítima.

Logo, o que era uma brincadeira, virou profissão. Uma editora se interessou pela sua idéia e em 1997 foi lançado o livro Direito Penal Ilustrado, que trazia desenhos exemplificando do artigo 1º ao 31 do código. O desafio era completar os outros 349 artigos. Dois anos depois, saiu a segunda edição até o artigo 120. Há dois meses, ela completou a obra com a terceira edição, já adotada por algumas instituições de ensino superior. Divorciada, sua próxima missão será a de ilustrar o Código Civil. Sem medo da difícil empreitada, a advogada baseia-se em uma frase de Pablo Picasso para seguir desenhando: “Isso nunca foi pintado. É preciso que um dia desses, alguém pinte o que se vê daqui”.

 

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