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Rock

3001
Rita Lee volta à velha forma em disco recheado de guitarras

Ramiro Zwetsch

Divulgação
Rita: rock’n’roll pesado como há muito não se ouvia

A Corte do rock nacional pode festejar: a rainha voltou à ativa em sua antiga forma. O recém-lançado 3001 é o melhor trabalho de Rita Lee desde os saudosos tempos do Tutti Frutti – grupo que a acompanhou até o fim da década de 70.

Para alcançar o feito, Rita cercou-se de velhos conhecidos e optou por realçar, nos arranjos, os instrumentos embrionários do rock. O eterno parceiro Roberto de Carvalho e o filhão Beto Lee dividem as guitarras, enquanto Lee Marcucci (que integrava o Tutti Frutti) e Paulo Zinner (que já a acompanha há mais de dez anos) ficam com baixo e bateria, respectivamente. Letras, composições e interpretação de Rita Lee – além da participação de músicos convidados – cuidam do resto, garantindo o bom resultado.

Nas duas primeiras faixas, “3001” e “2001” – ambas com a contribuição poética de Tom Zé – Rita adicionou o molho eletrônico à sua receita básica. A primeira investe pesado no bate-estaca e mostra que a fusão do rock com o tecno ainda pode amadurecer. A outra, garimpada dos anos tropicalistas, surge mais pesada do que na versão original dos Mutantes. Contracenando com os outros instrumentos, os scratches (ruídos extraídos dos toca-discos) do DJ Deco Murphy dão um toque de modernidade.

Da terceira faixa em diante, a guitarra assume a linha de frente. “Rebeldade” – parceria com Beto Lee – é mais pesada que tudo que se ouviu na voz da cantora dos anos 80 para cá. Sobra espaço para algumas baladas e quatro das doze faixas desaceleram o ritmo de 3001. O andamento lento, no entanto, é pano de fundo para versos provocativos, como em “Pagu”, parceria com Zélia Duncan. O arranjo blues não camufla a provocação da letra: “Meu peito não é de silicone/ sou mais macho que muito homem”. O recado é direto e sincero, como deve ser o bom rock’n’roll.

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