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A Marisa Monte que o público não vê
Uma das maiores cantoras do País, ela planeja com obsessão por detalhes a carreira de 4 milhões de discos vendidos e não gosta de se expor para manter rotina de anônima

Luciana de Francesco
Com seis horas de ensaio por dia, ela não perde o bom humor: “Nunca a vi alterar a voz”, diz Kacau Gomes,
ex-backing vocal

RECUSADA Muito antes disso, a parceria do violonista com a cantora quase deu em disco. Em 1983, depois de ouvir uma fita com músicas de jovens talentos, Menescal, então diretor artístico da PolyGram, se encantou com Marisa e propôs a gravação do disco. Na época, a cantora preferiu abandonar o curso na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e viajar para a Itália, para estudar canto lírico. Na volta, Menescal tentou retomar o projeto, mas os executivos da gravadora recusaram. “Disseram que a música da Marisa era cult demais.”

A cantora iniciante começou a chamar a atenção do público em pequenos shows no Rio. Em 1986, Lula Buarque, que conhecia Marisa e namorava a irmã dela, Letícia, decidiu investir na carreira da futura cunhada após assistir a um show dela no Double Dose, antigo bar de Ipanema. Marisa se apresentou junto com a pianista Vitória Maldonado. “Fiquei chocado com o talento dela”, diz. A partir daí, Lula se uniu a Nelson Motta e, dois anos depois, Marisa Monte já lotava o Jazzmania e o Teatro Ipanema, duas das mais importantes casas de espetáculo do Rio na época.

ARMAÇÃO NO PALCO O sucesso dos shows gerou um especial para a extinta TV Manchete, o primeiro trabalho em película dirigido por Walter Salles Júnior. “Marisa foi uma das poucas cantoras a ter um especial antes do disco”, lembra Lula. Ele também foi o responsável pelo primeiro encontro de Marisa Monte com Arnaldo Antunes. Num show no Aeroanta, em São Paulo, Lula disse a Marisa que combinara uma participação especial com o então titã. Na hora de cantar Comida, a cantora chamou Arnaldo ao palco. O convite pegou o músico de surpresa. Ele demorou alguns instantes para atendê-la. Só depois Marisa seria informada por Lula de que fora uma armação. Marisa e Arnaldo ficaram amigos ao fim da apresentação. “Eu mal o conhecia, mas deu certo”, conta o cunhado.

Também foi de um dia para o outro que Marisa Monte se tornou amiga de Ed Motta. Os dois se conheceram em 1987, em São Paulo, quando Nelson Motta a levou para ver um show do cantor. Do encontro, surgiu a idéia de fazerem um show juntos com clássicos da música americana. “Tenho orgulho de ser da geração dela”, diz o cantor. Com Marisa, Ed Motta descobriu a música brasileira. Colecionador de discos, não tinha o hábito de ouvir MPB. “Ela me estimulou.”

Parceiro de Marisa Monte, Carlinhos Brown diz que a amizade com a cantora extrapola os limites musicais. “É minha irmã espiritual”, acredita. Marisa já o acompanhou num ritual de candomblé. Na ocasião, a cantora o surpreendeu ao mergulhar no mar. “Quando vi Marisa no mar, senti vontade de entrar”, conta o cantor. “Minha mãe de santo disse que eu estava com Iemanjá.”


O primeiro contato de Marisa Monte com a música aconteceu aos nove anos, quando ela ganhou da mãe, Sílvia, uma bateria. Irmã de Letícia, Lívia e Carolina, esta última fruto do segundo casamento de seu pai, Marisa começou a estudar canto lírico aos 14 com a professora Alda. Aos 15, já compunha para seu teatro de marionetes. O interesse pelo canto lírico quase mudou o rumo da carreira da cantora. Quando foi para a Itália, Marisa queria cantar óperas e visitou Nelson Motta, que morava em Roma. Foi o primeiro contato entre os dois. “Pedi para ela cantarolar e fiquei impressionado”, lembra ele. “Seria desperdício se restringir à ópera.” De volta ao Brasil, Marisa mudou de idéia. Queria ser uma cantora versátil e tornar realidade a profecia do porteiro Paulinho, seu admirador no Colégio Andrews. Conseguiu
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