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George Clooney

"Estou ficando velho"
Eleito pela People o número 1 entre os cem solteiros mais cobiçados da América, o galã americano brinca que está caindo aos pedaços

Marcelo Bernardes, de Gloucester, Massachussets

Fotos: AP
“Para meu novo filme, a Warner queria o Mel Gibson. Ainda sou segunda opção de muita gente. Mas em aeroportos sou muito mais popular que Mel”

Que deve ter ficado morrendo de ciúmes de você, não?
Mas eu devia estar morrendo de ciúmes dele.

Ele acompanhou Gisele à sessão de fotos?
Não. Sem sinal do Leonardo. Na verdade, só o encontrei uma vez em minha vida. E ele é bem garoto. Mas eu admiro a carreira dele. É um jovem ator muito talentoso. Os dois formam um dupla poderosa: o líder de uma nova geração de atores com o protótipo perfeito da modelo do futuro.

Como você descreve trabalhar com Gisele?
Passamos dois dias juntos. Gisele é super alto astral, linda de morrer. Parece ladainha típica de ator, mas nunca me senti tão desconfortável como ao fazer aquela sessão de fotos. Eu me senti intimidado, não sabia onde pôr a mão, achei ridículo pintar a sobrancelha. Mas Gisele foi absolutamente ótima comigo. Ela dançava, pulava ao meu redor e dizia: “Relaxa a mão, George!” Eu falei para o fotógrafo Herb Ritts que tinha medo de ficar parecendo o pai dela. Mas ele me convenceu do contrário. Afinal, ainda tenho um corpinho de 22 anos, embora minha certidão de nascimento diga que estou com 39.

Assim como Leonardo DiCaprio, vários jovens atores invadem o cinema americano. Uma vez que seu sucesso foi tardio, como avalia sua vantagem sobre os demais?
É sempre bom você passar por altos e baixos antes de atingir uma posição confortável de sucesso. A ascensão meteórica, em qualquer campo, sempre deixa a pessoa nauseada. É importante passar por fracassos para você entender como funciona a maquinação.

Você é tido como um dos astros mais desprendidos de Hollywood. Como faz para manter essa aura de pé no chão e não se transformar num Tom Cruise inatingível?
Eu sei meu lugar e nunca mudei minha personalidade. Sou o mesmo cara que fez Batman e Robin e um monte de programas B na tevê. Não acho que era tão desgraçadamente ruim naquele tempo, nem acredito que sou grande coisa hoje.

Sente-se galã?
Ser galã é participar de um jogo perigoso. Se você é esperto, o seu objetivo primordial é se tornar um Paul Newman. Ele teve uma longa e brilhante carreira. Começou como galã. Era um cara lindo mas não sentia-se um bom ator. Fez a transição na hora exata e se tornou um incrível intérprete. Também é dono de uma integridade e de uma ética de tocar o coração. Se eu conseguir fazer um terço do que Paul Newman fez, me dou por satisfeito.

Como montar uma carreira assim hoje?
Fiz minha parte ao montar as estruturas. Emprestei o meu nome, ganhei dinheiro fazendo filmes como Batman e Robin e agora seleciono melhor o que faço. Também montei uma produtora, que supervisiona 35 projetos. Hoje, com meu status, tenho condições de fazer projetos malditos saírem da prancheta.

Quais?
O filme Três Reis, sucesso de crítica nos EUA, não ia sair. Falei com o pessoal do estúdio que o roteiro era incrível. Disseram que ficaria caro investir numa crítica à Guerra do Golfo. Eu disse que cortaria meu salário pela metade. Quando precisamos de mais verba, pedi mais dinheiro. Torceram o nariz. Mandei descontar da minha folha de pagamento. Consegui o dinheiro.

Você começou na tevê e fez o difícil rito de passagem para o cinema. Foi difícil deixar Plantão Médico?
Deixei o seriado, pois não estava mais dando prazer. O rito é difícil. Para meu novo filme, Mar em Fúria (The Perfect Storm), o estúdio
Warner Bros., dentro do qual minha produtora mantém seu escritório, queria um nome mais bancável como o do Mel Gibson. Ainda sou considerado como segunda opção de muita gente. Mas em aeroportos sou muito mais popular que Mel Gibson.

Como assim?
Outro dia viajei no mesmo avião que Mel Gibson. Na saída, ele andava e as pessoas ficavam encabuladas em pedir autógrafo. É um astro de Hollywood, com um supersalário, e intimida. A reação comigo foi oposta. Um sujeito bateu nas minhas costas com tamanha força e disse: “Assina aí esse troço para meu filho, George. E, a propósito, eu achei que você fosse mais alto!” O fato de eu ter aparecido tantos anos na tevê dá aos meus fãs uma idéia de que eu sou uma pessoa atingível. Estão certos. Eles têm o poder de me deixar entrar na casa deles.


Em seu novo filme, Mar em Fúria, interpreta um pescador dedicado a seu trabalho e com dificuldade em manter um relacionamento amoroso duradouro. Identifica-se com esse aspecto do personagem?
Um pouco. Embora não tenha sido muito bem sucedido em certos aspectos de minha vida, não me encontro com as costas na parede. Eu me considero um sujeito de muita sorte.

Mar em Fúria é baseado numa história real e recria cenas de tempestade de tirar o fôlego. Foi difícil fazer este filme?
Foi meu projeto mais trabalhoso. A gente filmava horas debaixo de jatos de água. Ia para casa com as mãos feito uva passa. Não ia interpretar o papel principal. Como queria trabalhar com Mel Gibson, fiquei com o papel do pescador Bobby. Quando Mel pulou fora, assumi o capitão e Mark Wahlberg assinou para fazer Bobby.

Já trabalhou com Mark Wahlberg em Três Reis e em Mar em Fúria, agora produz um filme sobre uma banda heavy metal no qual ele é o ator principal. Essa parceria levou o New York Times a chamar vocês de Paul Newman/Robert Redford dos pobres. O que acha?
Realmente somos o Paul Newman e Robert Redford dos pobres (risos). Só continuo trabalhando com o Mark, porque ele tem uma foto comprometedora minha com uma cabra! A gente tem uma química legal. Mark é um grande ator. É divino o trabalho dele em Boogie Nights – Prazer Sem Limites. Mas vou contar um segredo: servi de dublê de corpo para ele naquela cena do pênis.

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