CAPA
 ÍNDICE
 BASTIDORES
 ENTREVISTA
 URGENTE
 QUEM SOU EU?
 IMAGENS DA  SEMANA
 DIVERSÃO & ARTE
 MODA
 AGITO
 ACONTECEU
 TRIBUTO
 CELEBRIDADE
 TESTEMUNHAS DO  SÉCULO 
 EXCLUSIVAS
 INTERNET
 CLICK
 BUSCA


Foco

Baixaria maquiada

Lilian Amarante

Datena: o mesmo assunto,
sem cadáveres

Já não há tanto sangue correndo nas telas da tevê. Programas que escancaravam o mundo cão hoje apostam suas fichas na “baixaria ligth”. O Cidade Alerta, líder em audiência da Rede Record com média de 20 pontos, é um bom exemplo. Quem assistir ao programa, vai perceber que ele continua investindo em casos policiais de apertar o coração e virar o estômago, mas já não mostra mais closes de cadáveres nem assombrosas batidas policiais na periferia. Suavizou e ganhou pontos de Ibope.

Fenômeno parecido ronda os estúdios do SBT, onde Ratinho grava seu programa. Há um ano, o apresentador do cacetete resolveu suavizar. E com razão. Ratinho foi pressionado por decisões judiciais e surpreendido pelo resultado de uma pesquisa que mostrou ser infantil boa parte de sua audiência. Na prática, acabou com o quadro que exibia doentes como atrações de circo e proibiu agressões físicas nas brigas de palco depois de um acidente (leia ping-pong). “Vi que não iria resolver problema nenhum naquele caminho”, diz Ratinho. Paulatinamente, o apresentador estreou quadros musicais e reportagens jornalísticas. A audiência pulou de 12 para 20 pontos.

O irônico dessa história é que na verdade o Ratinho Livre continua essencialmente o mesmo. Centra fogo nas discussões acaloradas, como as conjugais ou de paternidade. Só não sai pancadaria ao som de sirenes de polícia porque um time de assistentes de palco não deixa. Aliás, o séquito de Ratinho concentra as esquisitices anteriormente delegadas aos convidados.

Que o telespectador não se iluda. O circo continua de pé e o bizarro ainda tem lugar de destaque. Hoje ele fica por conta de um anão de biquíni, uma gorda de mini-saia e miniblusa e um corcunda com roupas pré-históricas, os assistentes de palco. São eles que levam os safanões, do próprio apresentador.

No fim das contas, a encenação do grotesco, no lugar da sua apresentação real e chocante, abrandou o programa e melhorou a pontuação no Ibope. Mas o que estão chamando de cirurgia plástica, na verdade, não passa de maquiagem.

 

 Cinema
Bilheteria
Livros
Eu, Malika Oufkir, Prisioneira do Rei
Geneton Moraes Neto
Música
Televisão

Fique de olho

No Ibope
Teatro


| ISTOÉ ONLINE | ISTOÉ | DINHEIRO | PLANETA |ÁGUA NA BOCA |EDIÇÕES ANTERIORES | ESPECIAIS |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE |
© Copyright 1996/2000 Editora Três