CAPA
 ÍNDICE
 BASTIDORES
 ENTREVISTA
 URGENTE
 QUEM SOU EU?
 IMAGENS DA  SEMANA
 DIVERSÃO & ARTE
 MODA
 AGITO
 ACONTECEU
 TRIBUTO
 CELEBRIDADE
 TESTEMUNHAS DO  SÉCULO 
 EXCLUSIVAS
 INTERNET
 CLICK
 BUSCA

Romance

Eu, Malika Oufkir, Prisioneira do Rei
Marroquina que viveu 20 anos enclausurada faz relato tocante

  Leia trecho do livro

Gabriela Mellão

Dizer que a história de Malika Oufkir
é um conto de fadas às avessas não traduz com propriedade os absurdos que essa marroquina de 45 anos passou. Adotada pelo rei Mohammed V, viveu até os dezoito anos no palácio real,
com a pomposidade de uma princesa. “Tudo me parecia normal, o dinheiro, o poder, a realeza, a submissão”, conta ela no relato tocante que faz em Eu, Malika Oufkir, Prisioneira do Rei (Companhia das Letras, 360 págs., R$ 29).


No ano de 1972, no entanto, sua vida cor-de-rosa entra para a história como uma das grandes tragédias da humanidade. Quando Malika completa
18 anos e finalmente tem oportunidade de conhecer o significado de liberdade – consegue permissão do rei para voltar à sua casa – é afastada de seu próprio destino. Seu pai, o temido general Mohamed Oufkir, o homem mais poderoso do país depois do rei, tenta um golpe de Estado que muda para sempre o curso da família Oufkir. Ele é assassinado e sua mulher e seus seis filhos – o mais novo com dois anos de idade –, encarcerados no meio do deserto do Saara por 20 anos.


O mundo de Malika passa a resumir-se a maus tratos, violência e uma cela, sem condições mínimas de sobrevivência. “Achava que havia limites para o sofrimento humano. Descobri que não”, relata Malika, que se habituou a conviver com ratos e baratas, comer pão sujo de urina de animais e até a passar meses na mais completa escuridão.
Nem doenças ou greves de fome abalaram a postura inflexível do rei. “Nossa sorte não interessava a ninguém”, concluíram os filhos de Mohamed, que tornaram-se adultos sem ter podido ser crianças e hoje, menos de uma década depois de conquistarem a tão sonhada liberdade, vivem as conseqüências psicológicas da tragédia.


Eu, Malika Oufkir, Prisioneira do Rei situa o leitor na história do Marrocos, com notas de rodapé. Mas é extremamente pessoal, não julga nem se aprofunda demais nas atrocidades cometidas pelo rei ou pelo próprio general Oufkir. Uma incrível lição de vida.

Emoção e indignação

 

 Cinema
Bilheteria
Livros
Eu, Malika Oufkir, Prisioneira do Rei
Geneton Moraes Neto
Música
Televisão

Fique de olho

No Ibope
Teatro


| ISTOÉ ONLINE | ISTOÉ | DINHEIRO | PLANETA |ÁGUA NA BOCA |EDIÇÕES ANTERIORES | ESPECIAIS |
| ASSINE A NEWSLETTER | ASSINATURAS | EXPEDIENTE | FALE CONOSCO | PUBLICIDADE |
© Copyright 1996/2000 Editora Três