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Drama

A Rosa Tatuada
Italianos têm tratamento caricatural em peça de Tennessee Williams

Mauro Ferreira

Divulgação
Mariana Ximenes, Leonardo Brício e Louise Cardoso: o ator ilumina a peça

Escrita em 1951, a peça A Rosa Tatuada é das mais poéticas da dramaturgia normalmente corrosiva do americano Tennessee Williams. Mas também é das mais fracas. Ao narrar o renascimento da viúva italiana Serafina, que morre em vida após o falecimento do marido, Williams não alcançou a profundidade e o acabamento psicológico de textos como À Margem da Vida (1944), Um Bonde Chamado Desejo (1944), Gata em Teto de Zinco Quente (1955) e De Repente no Último Verão (1958). A nova montagem do texto, em cartaz no Teatro Villa-Lobos, no Rio, agrava a fragilidade do texto com uma encenação sem emoção.

Estrelada por Louise Cardoso (Serafina) e Mariana Ximenez (Rosa, filha de Serafina), a peça explora os clichês referentes ao povo italiano. O diretor Felipe Tenreiro, imaturo, abusa de gestos largos e falas demasiadamente expansivas. Esse desenho caricatural deixa texto e personagens na superfície, ficando difícil para o espectador se comover com a solidão e a dor de Serafina. Prejudicada pela linha equivocada da encenação, Louise não rende tudo o que poderia. Mas a peça cresce na segunda metade, com a entrada em cena do rústico caminhoneiro Álvaro. A interpretação solar de Leonardo Brício ilumina a peça e faz a própria Louise crescer em cena. É quando a montagem faz transparecer mais a carga poética do texto. Nada, porém, que torne esta Rosa Tatuada inesquecível.

Terra Nostra no palco

Até 30 de julho – Teatro Villa-Lobos – Av. Princesa Isabel 446, Rio de Janeiro

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