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Samba

Mais Demônios do que Nunca
Demônios da Garoa cantam Adoniran Barbosa em novo CD

Guga Stroeter

Demônios deram forma e acabamento à música de Adoniran

Nelson Rodrigues decretou: “A pior espécie de solidão é a companhia de um paulista”. Já Vinicius de Moraes definiu a maior cidade do País como o “túmulo do samba”. No entanto, após ataques tão diretos à auto-estima, o paulistano resistiu e alguns artistas, ao publicarem suas crônicas, preencheram a cidade de alma e sentido de ser.

Podemos dizer que São Paulo simplesmente não existiria sem a parceria fecunda entre Adoniran Barbosa e os Demônios da Garoa. O novo CD dos Demônios – Mais Demônios que Nunca – é composto por 12 sambas de Adoniran, e na audição do repertório acompanhamos a transformação da São Paulo provinciana e italianada dos anos 40 na megalópole industrializada e confusa do ano 2000.

Adoniran é o Charlie Chaplin de São Paulo e os Demônios da Garoa deram forma e acabamento perfeitos para a intuição do poeta. Muitos dos famosos clássicos de Adoniran como “Saudosa Maloca” (que não está incluída neste CD) foram lapidados pelos Demônios, pois Adoniran muitas vezes surgia com uma letra de música enorme e irregular no papel e com uma idéia vaga de melodia na cabeça.

Os Demônios, então, traduziam este universo de referências para o formato definitivo da canção popular. E assim a cidade e todo o Brasil passaram a cantar e se emocionar com personagens impagáveis e suas andanças pelos bairros da cidade. Esse disco homenageia Arnaldo Rosa, fundador do grupo, falecido recentemente. Já a metrópole segue em seu processo de trasformação, aguardando ansiosa o surgimento de um novo poeta que sintetize o caráter paulistano.

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