CAPA
 ÍNDICE
 BASTIDORES
 ENTREVISTA
 URGENTE
 QUEM SOU EU?
 IMAGENS DA  SEMANA
 DIVERSÃO & ARTE
 MODA
 AGITO
 ACONTECEU
 TRIBUTO
 CELEBRIDADE
 TESTEMUNHAS DO  SÉCULO 
 EXCLUSIVAS
 INTERNET
 CLICK 
 BUSCA

 

Romance

Louise (Take 2)
Estética e trilha de jazz de primeira marcam estréia de cineasta francês

Paula Alzugaray

Divulgação
Élodie é Louise (à dir.), uma jovem parisiense seduzida pela rua

Louise (Take 2) é uma história de amor como muitas vezes já se viveu no cinema ou na vida real. Conta com o mesmo ciclo universal: paixão, ciúme, desencontro, traição, separação, fossa e novamente paixão. O filme tem, no entanto, dois diferenciais que saltam à vista e o colocam na linha de frente do jovem cinema francês.

Primeiro, seus personagens – nômades urbanos de origens diversas, – cujos únicos pontos em comum são a paixão pela liberdade e o medo de dizer je t’aime. Linhagem da qual, sem dúvida, faz parte o jovem diretor Siegfried, um andarilho confesso – também fotógrafo e músico –, que assina seu primeiro longa metragem e uma trilha sonora de jazz arrebatadora. Seu estilo cinematográfico inovador – o segundo e definitivo destaque deste filme – imprime uma nova estética à arte.

Com a câmera no ombro, Siegfried filma a história de Louise (Élodie Bouchez), uma parisiense de classe média baixa, mas intelectualizada. Ela vive com o pai, um escritor deprimido, em um apartamento com livros nas estantes e pôsteres de cinema de arte nas paredes. Mas tem queda pela delinqüência e se envolve com uma turma de encrenqueiros. Yaya (Gérald Thomassin), seu namorado, é um careca meio neonázi, violento e totalmente grifemaníaco. “Quando eu morrer, promete que me enterra com uma camisa Lacoste? ” A vida de furtos e pequenos delitos vai bem entre os dois até Rémi e Gaby aparecerem na vida de Louise.

De origem árabe, Rémi (Roschdy Zem) vive sem lenço e sem documento. Leva batidas policiais e sofre discriminações, mas freqüenta o Louvre. “Conheci uma menina que se parece a um quadro de Modigliani”, confidencia a uma mendiga. Finalmente, Gaby (Antoine Du Merle) é um menino de 9 anos, superdescolado. Abandonado pelo pai – que também é mendigo –, é resgatado de um reformatório por Louise, que o trata como irmão mais novo. Os quatro logo se transformam em um bando livre para vagar, aplicar golpes em caixas eletrônicos e roubar lojas de departamentos. O tempo vira depois da prisão de Louise, mas – como manda um bom roteiro –, são os problemas que geram as soluções.

O filme transpira autenticidade. Colocando-se na pele de seus personagens em câmeras subjetivas, o diretor Siegfried mostra que o labirinto da rua lhe é tão familiar quanto a sua casa.

Câmera e coração na mão

 Cinema
Festival do Ceará
Bilheteria
Teatro
A Rosa Tatuada
Livros
Caderno de sonhos
Música
Televisão
Fique de olho
No Ibope

 

© Copyright 1996/2000 Editora Três