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Drama

Meu Nome é Joe
Ken Loach segue na trilha segura dos filmes humanistas

Alessandro Gianinni

Divulgação
Mullan é Joe: improvisação sob a batuta de Loach

Joe é um homem simples. Alcoólatra, está sóbrio há dez meses. Sustenta-se com o dinheiro do seguro-desemprego. Como válvula de escape, diverte-se treinando um time de futebol de várzea formado por pequenos delinqüentes e desempregados da periferia de Glasgow. Ele é personagem principal de Meu Nome é Joe, do cineasta inglês Ken Loach (Terra e Liberdade).

O filme encaixa-se com perfeição no traço humanista e social dos filmes de Loach. Segue os passos de um personagem levado ao limite, que tenta reconstruir seu mundo despedaçado apesar de todas as dificuldades. Numa definição mais simples, trata-se de um típico excluído – para os padrões europeus, claro.

Interpretado por Peter Mullan (Cova Rasa), melhor ator no Festival de Cannes de 1998, Joe batalha para encontrar seu espaço e queimar energia sem cair novamente no vício. Além de se dedicar ao futebol, ele comparece religiosamente às reuniões dos Alcoólatras Anônimos.

Há ainda o componente romântico, outro elemento comum à maioria dos filmes do cineasta inglês. O par de Joe é a enfermeira Sarah (Louise Godall, Uma Canção para Carla), que trabalha como assistente social ajudando famílias pobres a cuidar de seus filhos. Os dois se conhecem quando ela vai visitar a casa de um dos “atletas” do time de futebol.

O mundo de Joe, Sarah e todos que os rodeiam não é cor-de-rosa como os cenários idealizados e retocados da maior parte dos filmes americanos. A experiência documental de Loach e seu método de trabalho, que utiliza a improvisação como ferramenta fundamental, conferem verossimilhança e credibilidade aos personagens e às situações que vivem.

Até mesmo quando eles são confrontados com seus fantasmas e não conseguem vencer. Como quando tentam interferir na vida de um jovem casal, que quer se livrar do vício da heroína. Às vezes, a realidade é mais dura.

Sólido e coerente, sempre

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