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Música

O fôlego do Jota Quest
Banda mineira mergulha na internet, zela pela saúde do planeta, mas rejeita dieta e ginástica

Gabriela Mellão

Claudio gatti
Jota Quest: clipe e música do novo CD Oxigênio, lançados em primeira mão no site da banda

Ecologia é um dos poucos assuntos que fazem com que os integrantes do grupo mineiro Jota Quest falem a sério. A banda pop usa como pode sua influência em prol da saúde do planeta. Já fez um show movido a energia solar – o primeiro da América Latina –, denunciou a poluição causada por indústrias químicas e a exploração ilegal de madeira na Amazônia.

Em seu terceiro CD, Oxigênio, que chega às lojas em meados de julho, o Jota Quest está ainda mais ativista. Conta com um discurso ecológico do nordestino Zé Ramalho e doa ao Greenpeace os direitos autorais da música que dá nome ao disco. “Falar de ecologia não é um gancho de mídia. É obrigação do artista se envolver com a sociedade”, diz o vocalista Rogério Flausino, 27 anos.

Apesar de primarem pelo bem-estar geral, quando é a saúde deles próprios que está em jogo, todos escorregam. “Dieta, só à base de lasanha, pizza e brigadeiro”, diz o guitarrista Marco Túlio, 28 anos. “Ginástica não combina com rock’n’roll. É saudável demais. Se a gente fosse assim, teria seguido carreira de engenharia”, completa Flausino. Mas a apologia da preguiça e da lasanha não pára por aí. Eles se divertem dizendo que “a única possibilidade de alguém encontrar algum de nós correndo no calçadão de manhã é depois de uma noitada, procurando um carro perdido”.

Para conferir o fôlego de Oxigênio basta acessar o site www.jotaquest.net. Numa parceria com o provedor Super 11, o grupo é pioneiro no Brasil ao colocar um clipe e uma música na rede antes de o trabalho estar disponível nas lojas. O próximo passo é transformar o site em portal. “Estamos planejando um monte de paradas. Um concurso virtual com as bandas que pedem para abrir nossos shows, por exemplo”, conta Flausino, que há apenas dois meses começou a usar o computador. Excelente desenvoltura virtual em comparação com a de Marco Túlio. “Sou o Flinstone da informática. Tenho dificuldade de entender termos e até de falar com os outros caras da banda sobre isso”, conta ele.

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